A ideia da Social.fm, a empresa anteriormente conhecida por Mercora de permitir que os utilizadores escutassem via streaming playlists das colecções de músicas uns dos outros através de estações de rádio online transmitidas em modo P2P era interessante. Contudo, com o crescimento de serviços sociais de recomendação de música como o da Last.fm e sites de streaming de músicas a pedido como o Deezer, o modelo de rádios P2P deixou de fazer muito sentido.
Ontem, Om Malik deu a notícia em primeira mão no GIgaOM que a Social.fm encerrou definitivamente as suas actividades. A informação ainda não foi confirmada por representantes da empresa mas o que é facto é que o site deixou de estar acessível no final da semana passada.
Criada em 2003 por Srivats Sampath, o fundador da produtora de software de segurança e antivírus McAfee, a Mercora conseguiu em tempos recolher cinco milhões de dólares (3,2 milhões de euros) em fundos de investimento da empresa de capital de risco Nortwest Venture Partners. O seu modelo de negócios inicial assentou num serviço de subscrição. Em troca do pagamento de uma pequena mensalidade, os assinantes podiam escutar playlists uns dos outros. No entanto, eles não podiam divulgar de antemão que músicas é que pretendiam passar, solicitar determinadas faixas em concreto aos outros utilizadores ou repetir sequências de músicas durante um certo período de tempo.
Com estas restrições todas e tendo em conta o aumento da pressão da concorrência, não admira que a empresa tenha sido forçada em Setembro do ano passado a acabar com o serviço de subscrição aquando da mudança de designação de Mercora para Social.fm e a adoptar o modelo grátis e uma série de funcionalidades de redes sociais. A ideia da companhia era obter dinheiro com a venda de anúncios afixados ao lado dos resultados das pesquisas de música. Ao que tudo indica, o encerramento da Social.fm ficou a dever-se ao aumento das taxas de direitos de autor cobradas pelos titulares de direitos nos Estados Unidos aos serviços de rádio online.
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