Há uns tempos referi aqui uma previsão da empresa de estudos de mercado IDC segundo a qual os ringback tones – os chamados toques de espera, isto é, as músicas que ouvimos enquanto esperamos que alguém nos atenda a chamada – vão ser a maior fonte de receitas no sector de entretenimento online por volta de 2010, substituindo assim os ringtones.
Agora, um relatório publicado por uma firma de consultoria chamada MultiMedia Intelligence vem confirmar a tendência: em 2010, as receitas mundiais dos ringbacks deverão representar um total de 4,7 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), um montante quase três vezes superior ao registado em 2007.
De acordo com o comunicado, o peso dos ringbacks tones no cômputo global do mercado dos conteúdos móveis (excluindo vídeo e televisão) será apenas inferior ao dos jogos. “Existe muito procura por eles. As pessoas gostam de personalizar a chamada com uma música que reflecte a sua personalidade,” explica Frank Dickson, director de pesquisa da MultiMedia que acrescenta que eles são também populares junto das editoras e operadoras de telemóveis porque “são os conteúdos musicais mais protegidos. É completamente impossível roubar ou piratear (um ringback) porque ele reside na rede da operadora. A única forma de obtê-lo é adquirir o acesso a ele. Deste modo, ele é o salvador da indústria musical.”
O problema vai ser quando as pessoas se aperceberem que estão a ser roubadas, tal e qual como já acontece nos realtones e outro tipo de ringtones em que os consumidores de música pagam duas a três vezes mais do que um download tradicional de música por algo que podem muito facilmente criar a partir dos seus próprios MP3s. Mas será que não haverá uma formar de hackear um telemóvel de modo a permitir que a pessoa faça upload dos seus próprios ringback tones? Melhor ainda, que tal uma ferramenta que desse para instalar nos telemóveis de modo a evitar ser sujeitado às “excentricidades musicais” de estranhos/pessoas com mau gosto musical em geral?
(via Hypebot)
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e pertence a €rom.
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