É sempre interessante ver como os sites de música online se imitam uns aos outros com a maior das descontracções. No final de Fevereiro escrevi aqui sobre a Indistr, um loja de música online onde tal e qual como no lançamento da edição digital de In Rainbows dos Radiohead em Outubro do ano passado, o consumidor pode decidir quanto quer pagar por cada disco. A única diferença é que a Indistr estabelece um montante mínimo de um dólar e máximo de 20 dólares.
Recentemente, fiquei a conhecer através do Digital Noise um novo site de música online chamado Aralie.com que foi criado pelo canadiano Wyatt Ferguson e que é em tudo semelhante ao Indistr, com a excepção de não estabelecer quaisquer limites mínimos ao montante que o fã de música está disposto a pagar pelo disco ou música.
Tal como no Indistr, qualquer artista ou editora independente pode-se registar e fazer o upload das suas músicas. Por seu lado, os utilizadores podem fazer streaming completo dos temas antes de fazerem checkout e indicarem quanto é que querem pagar – o preço de cada música é por definição de um euro mas nós podemos escrever até 0, se quisermos descarregar a música sem pagar nada.
Enquanto que o Indistr oferece 75 por cento das receitas geradas pelas vendas aos artistas, o Aralie distribui 85 por cento do valor de cada venda e fica com uma comissão de vendas e serviço de 13 por cento. Os restantes dois por cento vão para instituições locais de caridade.

A versão beta do Aralie abriu a 14 de Julho e actualmente o site conta no seu catálogo com mais de 110 artistas e bandas independentes e sem contrato. Os programadores desta loja online disponibilizam também uma aplicação de vendas sob a forma de um widget que pode ser integrado nos sites das bandas ou nas suas páginas em redes sociais. Como se pode ler aqui, dentro em breve eles pretendem acrescentar funcionalidades como blogs dos artistas, suporte para fotos e vídeos, agenda dinâmica de concertos e uma aplicação para o iPhone.
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O indiestr está em baixo… morto? Este sempre dá para definir "zero" como mínimo, e paga mais aos autores, por isso, apesar de ser "mais do mesmo", é sempre uma melhor opção…