
Se nomes como Sugar Hill Gang, Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa, M/A/R/R/S, Public Enemy ou DJ Shadow são já bem conhecidos de todo o turntablista/DJ/produtor que se preze, muitos são os que desconhecem as origens dessa arte de manipulação dos sons que dá pelo nome de sampling. Mas a verdade é que a evolução do sampling ficou também a dever muito a compositores de música erudita, avant-garde ou experimental como Pierre Schaefer, Karlheinz Stockhausen, John Cage ou Delia Derbyshire que acabaram por ser praticamente ignorados pela música popular dos últimos 30 anos.
Foi justamente para dar a conhecer o trabalho destes pioneiros que o site SonicState.com produziu um documentário dividido em três episódios chamado The Art of Sampling. A primeira parte intitula-se precisamente The Pioneers of Sampling (“Os Pioneiros do Sampling“), tem uma duração de cinco minutos e vem acompanhado de uma cronologia da história do sampling que vai de 1900 a 1970. A minha intenção era publicar aqui a tradução para português dessa cronologia mas acontece que sucedeu um acidente lamentável: quando eu cliquei no botão “Publicar” do editor WYSIWYG do blog, o WordPress obrigou-me a autenticar-me de novo e quando o fiz o artigo já tinha desaparecido.
Como entretanto o SonicState publicou a segunda parte do documentário, um vídeo intitulado The Digital Revolution (“A Revolução Digital”) com uma duração de quatro minutos e dois segundos, eu aproveitei e decidi inclui-lo aqui. O vídeo aborda clássicos da história recente do sampling como My Life In The Bush Of Ghosts de Brian Eno e David Byrne, Adventures Of Grandmaster Flash And The Wheels Of Steel de Grandmaster Flash e os primeiros sucessos comerciais do sampling pela mão de grupos de Hip-hop como os Run DMC e os Beastie Boys. Afinal, nem tudo se perdeu. Leiam também a cronologia que retrata a evolução do sampling de 1970 a 1986.
(via Networked Music Review)
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