
Se a aposta da Universal Music Group no negócio das assinaturas de música já não é de agora – basta lembrar o Neuf Music lançado na França em parceria com o ISP Neuf Cegetel ou o Comes With Music da Nokia -, até hoje a maior editora discográfica do mundo apenas tinha estabelecido acordos de licenciamento do seu catálogo para serviços de subscrição que utilizam DRM para impedir que os utilizadores possam fazer o que quiserem com as músicas.
Mas com a parceria agora anunciada (via Last100) com a operadora britânica de televisão por satélite Sky a major aventura-se pela primeira vez nas águas “desprotegidas” da venda de MP3 por subscrição. No âmbito do novo serviço, as duas empresas irão criar uma joint-venture autónoma. Em troca da disponibilização do seu catálogo, a Universal tem direito a uma participação minoritária, ao passo que a subsidiária da News Corp. de Rupert Murdoch fica com a maioria das acções. A nova empresa estará aberta à participação de outras editoras.
Apesar dos pormenores serem escassos, o modelo de negócio do serviço combina o acesso a um número ilimitado de músicas via streaming – grande coisa… – com vários pacotes que darão direito a descarregar um número limitado de faixas. Preços, tarifários, nome do serviço e tudo o resto só deverão ser anunciados numa data mais próxima do lançamento do novo serviço que deverá ser disponibilizado no Reino Unido e na Irlanda por altura do final do ano. Sendo o formato escolhido o tradicional MP3, é claro que será possível transferir os ficheiros para iPods e todos os leitores portáteis de música.
Dito isto, é ainda muito cedo para concluir se este serviço traz algo de realmente novo. Na volta, pode ser apenas uma combinação básica do streaming (gratuito) de músicas a pedido do Deezer com os planos de subscrições (com limites rídiculos…) que a eMusic já oferece.
Tendo o seu serviço de televisão BSkyB mais de 8,9 milhões de assinantes e embora o comunicado refira que a empresa a criar irá funcionar autonomamente, é bastante provável que a Sky venha a incluir esta sua nova oferta nos seus pacotes de televisão por satélite e Internet de banda larga. Na França, a maioria dos ISPs já oferece serviços de música. No Reino Unido, tanto a Virgin Media como a British Telecom já o fazem. Mas a questão é que estes serviços recorrem a tecnologias de DRM ao passo que a futura assinatura da Sky não.
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC 2.0 e pertence a tim ellis.
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Este artigo é muito bom! Parabéns para todos os criadores deste artigo!