
Aparentemente, a eMusic acha que basta introduzir algumas funcionalidades sociais para se aproximar do iTunes e manter a distância da Amazon na luta pelo domínio do negócio da música digital. Mesmo que isso fosse possível – o que não é -, ao introduzir essas características Web 2.0 a retalhista online de música independente em formato MP3 não estará só a competir com a loja de música digital da Apple mas também com a Last.fm, já para não falar no Imeem.
De acordo com o que David Pakman, o director executivo da eMusic, afirmou à Fortune e à Digital Music News, a empresa deverá introduzir dentro de alguns meses um novo design para o seu site. Desta forma, cada página de artista irá incluir a biografia disponível na Wikipedia, conteúdo editorial original, imagens do Flickr e vídeos do Youtube. Os fãs também poderão partilhar “excertos” de 30 segundos de músicas através das suas páginas no Facebook, Twitter, del.icio.us e Digg.
A ideia de Pakman é fazer com que a eMusic se torne relevante para aquela audiência que partilha actualmente versões ilegais das músicas em blogs, fóruns e redes sociais. Só gostaria de saber é como que ele acredita que vai conseguir convencer esses fãs de música a visitar a eMusic oferecendo apenas um “cheirinho” das músicas quando hoje em dia não faltam alternativas legais e ilegais para ouvir músicas completas. Aliás, muitas destas alternativas já oferecem essas tais funcionalidades sociais há vários anos.
Se querem a minha opinião, não faz sentido falar em “modelo-tipo do retalhista de música online para o ano 2010 ou 2011″ como Pakman quer que a sua eMusic seja, pura e simplesmente porque nessa altura já não fará qualquer sentido comprar e vender música digital à unidade mas sim segundo um sistema de assinatura ou tarifa plana. É bem verdade que o modelo da eMusic é em parte uma subscrição, só que é uma subscrição cujo limite máximo de downloads permitido ao utilizador é demasiado baixo face ao preço elevado dos seus planos. Quanto a mim, a única forma de salvar a eMusic é permitir o streaming completo das músicas. Se o MySpace e o Last.fm já o permitem ou estão em vias disso, porque não a eMusic?
De qualquer maneira, uma das novidade que deverá ser já introduzida na próxima semana no site da eMusic é a disponibilidade de visualizar versões das imagens das capas dos discos com maior resolução e uma navegação supostamente mais “intuitiva”. Estou para ver o que é que isto quererá realmente dizer…
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