
As bases legais para as autoridades britânicas incriminarem Alan Ellis, o proprietário e administrador do OiNK, um tracker de BitTorrent privado especializado em música que foi encerrado a 23 de Outubro de 2007, parecem ser cada vez mais ténues.
No início de Junho dei aqui conta de que seis utilizadores do OiNK residentes no Reino Unidos tinham sido detidos para averiguações pela polícia de Cleveland. Depois de terem sido sujeitos a interrogatórios, a polícia tirou-lhes as impressões digitais bem como amostras de ADN, tendo sido em seguida libertados sob fiança. Desde então, não se soube grande coisa a respeito deste caso.
Recentemente, a BBC informou que a polícia removeu todas as acusações contra dois desses membros – um homem de 19 anos e uma mulher de 28 anos – que tinham sido detidos por terem feito uploads de álbuns inéditos (via Torrent Freak).
No entanto, a situação de outros quatro uploaders continua ainda por resolver, tendo a data da sua fiança sido adiada. Isso quer dizer que eles ainda correm o risco de ir parar à prisão, tal como Alan Ellis, o proprietário e administrador do OiNK que viu também a data da sua fiança adiada pela quarta vez consecutiva, para 10 de Setembro. Nesse dia, Ellis terá que se apresentar no tribunal. Mas isto é apenas a teoria porque na prática nada indica que a fiança não venha a ser adiada mais uma vez.
Na altura em que o OiNK foi encerrado, no âmbito de uma investigação liderada pela Interpol e que contou com a participação da Federação Internacional da Indústria Discográfica (IFPI) e da British Phonographic Industry – organismo representante da indústria discográfica britânica – ambas as associações fizeram tudo para transmitir a ideia à comunicação social de que o OiNK era um perigoso núcleo de piratas que ganhavam dinheiro vendendo os conteúdos aos seus utilizadores mas a verdade é que a única fonte de receitas do OiNK eram as doações concedidas pelos utilizadores.
As autoridades britânicas também parecem ter acreditado nessa história mas pelos vistos não conseguem arranjar provas suficientemente consistentes para incriminar o fundador do OiNK. Entretanto, o What.cd e o Waffles.fm, os dois trackers de BitTorrent especializados em música criados logo após o fecho do “palácio rosa”, continuam a crescer a passos largos, tanto em número de utilizadores como de torrents.
Nota: a imagem do porquinho que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e pertence a oinkylicious.
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