Tori Amos poderá ser a próxima superestrela a seguir o caminho da autopublicação

by Miguel Caetano on 4 de Junho de 2008

Depois de um contrato de seis anos e três álbuns gravados, Tori Amos abandonou a sua editora Epic Records, uma subsidiária da Sony BMG. A cantora de 44 anos é assim a mais recente estrela do rock independente a cortar todos os laços com os intermediários do mundo da música.

A relação de Amos com as grandes companhias discográficas durou mais de 20 anos. Antes da Epic, a artista gravou para a Atlantic, editora que deixou em 2001. Numa nota deixada no seu site ToriAmos.com, a cantora refere o seguinte:

Existem diversas formas de envolvimento numa estrutura. Mas qual será o tipo de estrutura e em que é que essa estrutura estará assente? Estas são questões importantes, tão importantes que me levaram a analisar vários modelos funcionais no negócio da música ao longo de vários anos. A palavra-chave aqui é “funcional”. Em alguns casos estas estruturas não funcionam de todo para alguns artistas. Elas apenas funcionam para aqueles que conceberam o sistema de modo a que ele “funcionasse” apenas para os ligados a uma grande empresa. Os artistas não precisam de recear uma estrutura, precisam apenas de implementar novas ideias e colaborar entre si. É tempo dos artistas deixarem de ser dependentes, dependentes de qualquer sistema que se tornou insustentável. Só então a partir daí é que poderemos ajudar a criar um novo sistema que propague e assegure a independência para cada criador.

O próximo álbum de Amos tem data de lançamento marcada para a Primavera de 2009 e será um projecto que combinará música com uma componente audiovisual. Será que a cantora vai seguir as pisadas de Trent Reznor/Nine Inch Nails e dos Radiohead? É uma questão de acompanhar os seus próximos passos.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e pertence a Rachel Young.

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1 PE 4 de Junho de 2008 às 18:54

os “grandes” começam agora a abrir os olhos; muitos artistas independentes têm abandonado as respectivas editoras, muitas delas máquinas chupistas que pouco ou nada acrescentam à promoção dos artistas (tens dado a conhecer vários casos nesta página).
sublinho (acrescento) aqui o caso recente de Gemma Hayes, uma artista pop brilhante, embora pouco conhecida entre nós, agora também a correr “sozinha”.
saudações

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