
Há quem diga que a música financiada por publicidade tem um grande futuro. Eu não partilho lá muito dessa opinião, sobretudo se se tratam de serviços que prometem downloads grátis mas depois vai-se a ver e não passa de um mero aluguer, uma vez que as músicas estão protegidas por tecnologia de DRM da Microsoft que as torna incompatíveis com os iPods e obriga a uma renovação mensal das licenças de reprodução.
A SpiralFrog tem sido uma das companhias mais activas neste sector de negócio. Até hoje, a sua plataforma online continua indisponível para utilizadores fora do continente norte-americana. Apesar das dificuldades financeiras com que a companhia se tem confrontado, o que é certo é que em Janeiro ela conseguiu um financiamento de dois milhões de dólares.
Esta semana, a empresa anunciou um acordo de licenciamento com a EMI Music apenas válido para a América do Norte. O acordo abrange conteúdos áudio e vídeo pertencentes a artistas do catálogo daquela major como David Bowie, Cold Play, Frank SInatra, Norah Jones, Miles Davis, Duran Duran, Dean Martin e Lenny Kravitz.
Antes do lançamento do serviço em Setembro de 2007, a SpiralFrog já tinha assinado um acordo semelhante com a Universal Music Group. Agora, só ficam a faltar a Warner Music Group e a Sony BMG para a empresta garantir todas as autorizações para disponibilizar download gratuitos das quatro maiores discográficas do mundo.
Estes acordos devem ser vistos como um sinal de que a indústria compreende as vantagens de oferecer música grátis. O problema é que existe uma série de outros sites baseados num modelo gratuito – embora não disponibilizem necessariamente downloads - que não obriga os utilizadores a visualizarem os anúncios antes de poderem ouvir as músicas. Com o acesso ubíquo à Net, as pessoas estão-se a habituar à ideia de usufruir do acesso às músicas em todo o lado sem terem que as descarregar para os seus discos rígidos. Em contrapartida, o número de alternativas ilegais para downloads de alta qualidade não pára de aumentar. Será que neste cenário ainda há espaço para serviços como o da SpiralFrog?
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