
Tenho a certeza que por esta altura todos os leitores habituais deste blog já estão fartos até à raiz dos cabelos das carradas de informação redundante sobre a segunda versão do iPhone ontem apresentada por Steve Jobs durante a WWDC, a conferência anual de programadores da Apple. Para além disso existem pessoas muito mais competentes do que eu para escrever sobre isso. Seja como for, é impossível ficar indiferente ao novo gadget da marca da maçã.
A redução do preço do telemóvel para 199 dólares (versão de 8 GB) e 299 dólares (versão de 16 GB) não deixa de ser impressionante, tendo em conta que os modelos iniciais custavam 499 e 599 dólares, respectivamente. Aliás, tendo em conta que os jovens portugueses não conseguem passar sem o telemóvel, a massificação do iPhone que aí se avizinha poderá contribuir em muito para aumentar os seus hábitos de navegação na Web e em consequência a sua literacia digital. Seja como for, é preciso aguardar até ao dia 11 de Julho para vermos quais os preços (e tarifários de ligação…) que a Optimus e a Vodafone vão praticar por terras portuguesas
Por outro lado, não deixa de ser lamentável que este novo iPhone não introduza quaisquer novidades substanciais para além do suporte a tecnologia de georeferenciação GPS e a redes móveis de 3G, muito mais rápidas do que a tecnologia EDGE. Os fãs de música digital ainda têm mais motivos para ficar desapontados, uma vez que não será possível descarregar música directamente do iTunes a partir das redes das operadoras de telecomunicações. Assim, continua a ser apenas possível comprar música na loja online da Apple por intermédio de uma ligação Wifi.
No entanto, semanas antes do grande lançamento espalhou-se o rumor de que a Apple se encontrava em negociações com as editoras discográficas no sentido de chegar a acordo sobre o preço a cobrar pelos downloads realizados via 3G. Segundo Antony Bruno da Billboard e Donald Bell da CNET, a decisão da Apple de não permitir os downloads de música através das redes sem fios das operadoras deveu-se ao facto da companhia não estar interessada em partilhar as receitas da venda de música com as operadoras.
Outras decepções adicionais para os fãs de música online são a ausência de suporte para Flash – incluindo o áudio – bem como para o streaming de áudio via Bluetooth. Todas estas lacunas não deixam de ser lamentáveis, tendo em conta que 74,1 por cento dos utilizadores do iPhone costumam ouvir música no seu aparelho – de acordo com a empresa de estudo do mercado de comunicações móveis M:Metrics -, actividade essa que corresponde a 11,9 por cento do tempo que eles gastam em média com o telemóvel – segundo dados da iSuppli (via Coolfer). Será mesmo verdade que Steve Jobs já não gosta de música ou é ele que é forreta e não quer dar mais dinheiro às editoras e às operadoras?
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-SA 2.0 e pertence a Daniel Voyager from TSL
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