DRM: Microsoft dá o dito por não dito e estende autorizações de MSN Music até 2011

by Miguel Caetano on 22 de Junho de 2008

Levante a mão quem alguma vez chegou a comprar downloads no finado serviço MSN Music da Microsoft. Pois é, a loja de música online da gigante de software veio a revelar-se um enorme fracasso, tanto que ela foi obrigada a fechá-la em Novembro de 2006 para dar lugar ao Zune Marketplace, uma plataforma online destina a concorrer com o ecossistema fechado iPod+iTunes da Apple.

Tal como o site anterior, este também recorre a tecnologia de DRM para “proteger” as músicas, isto é, impedir que os consumidores façam o que bem entenderem com os ficheiros. Acontece que o sistema de DRM empregue no Zune Marketplace, “Certified for Windows Vista”, é incompatível com o do anterior, o PlaysForSure.

Em Abril deste ano, a Microsoft desencadeou uma autêntica tempestade de relações públicas ao enviar um email ao pequeno grupo de utilizadores incautos que fizeram o disparate de pagar dinheiro por música com DRM onde avisava que se preparava para encerrar os servidores de concessão das licenças de autorização necessárias para reproduzi-las noutros computadores e dispositivos. Os utilizadores apenas dispunham de um prazo até ao dia 31 de Agosto de 2008 para copiarem as músicas para onde pretendiam escutá-las. A única alternativa consistia em gravá-las para um CD de modo a convertê-las para ficheiros MP3 e assim remover a DRM.

Mas esta semana parece que a Microsoft ganhou juízo e voltou atrás com a sua decisão. Segundo Peter Kirn do Create Digital Music, a empresa enviou outro email para os antigos clientes da MSN Music onde informa que irá continuar a estender o suporte aos servidores de DRM pelo menos até ao final de 2011. Nessa altura, a Microsoft irá “avaliar o nível de utilização desta funcionalidade e que medidas deverão ser tomadas no sentido de continuar a prestar suporte aos nossos clientes.”

Ou seja, até 2011 os utilizadores poderão continuar a ouvir as suas músicas e a transferi-las para novos PCs e dispositivos. A partir daí, é uma incógnita… Como é óbvio, esta decisão não teria sido tomada se os utilizadores não se tivessem juntado num coro de críticas que atingiu a blogosfera e a Internet em uníssono. Este episódio demonstra também que todos os utilizadores não gostam de DRM. Mesmo os que possuem menos conhecimentos técnicos a ponto de chegarem a comprar música com DRM acabam por contestá-la quando ficam a par das limitações que estas tecnologias de controlo impõem.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e pertence a Schmiegel.

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