
Não sei quanto a vocês, mas pessoalmente não tenho paciência para utilizar Rapidshares, MegaUploads, zShares e quejandos. Para encontrar e descarregar aquilo que pretendemos, temos que contornar uma série de obstáculos como captchas complicadissimas, limites de tempo ridículos e publicidade irritante. Para além disso, nunca podemos ter realmente a certeza de que os ficheiros que procurávamos ainda se encontram disponíveis.
No entanto e apesar do número de utilizadores de BitTorrent ter vindo a aumentar bastante ao longo dos últimos anos, todos nós reconhecemos que é muito mais fácil e conveniente partilhar os nossos conteúdos directamente a partir de um navegador da Web. Mas e se em vez de fazermos o upload dos ficheiros para os servidores de empresas à cata de utilizadores para atrair anunciantes de modo a serem compradas por um Google (Youtube) ou Yahoo (Flickr), acedermos directamente aos vídeos ou fotos alojados nos discos rígidos dos outros utilizadores?
É justamente nesse tipo de P2P via Web que projectos como NUWeb, Oponia e mais recentemente o Littleshoot estão a apostar. No fundo, trata-se de um modelo de Web 3.0, “para o utilizador, pelo utilizador e do utilizador”. Hoje, fiquei a conhecer mais um serviço de P2P via Web que se encontra em modo beta privado chamado Cloudfire. Esta plataforma online está a ser desenvolvida pela WiredReach, a mesma empresa responsável pela aplicação de partilha de ficheiros BoxCloud.
De momento, não existem muitos pormenores a respeito do Cloudfire mas uma das vantagens aparentes deste serviço é que o utilizador final não necessita de descarregar e instalar nada, bastando apenas um normal navegador da Web para poder ver e ouvir os conteúdos. Como é óbvio, quem quiser partilhar os seus vídeos, músicas e imagens terá que instalar uma aplicação (Mac e Windows, apenas) e deixar o seu computador ligado.
A aplicação oferece uma integração automática com o iTunes e com o iPhoto. Isto significa que cada vez que acrescentamos vídeos ou músicas ao iTunes ou imagens ao iPhoto os ficheiros ficam imediatamente disponíveis para serem partilhados. No entanto, quem quiser pode proteger o acesso recorrendo a uma palavra-passe na secção das configurações.
A equipa responsável pelo Cloudfire está também a desenvolver versões da aplicação para dispositivos como a AppleTV e a PlayStation3. Na calha, está ainda um interface para o iPhone. Só fica a faltar é um motor de pesquisa – mas isso já seria estar a pedir demais
Afinal de contas, nos dias de hoje nenhuma empresa que se preze quer ser acusada de facilitar a violação dos direitos de autor. O único grande senão é que nos planos da companhia parece estar o recurso à publicidade, de acordo com o GigaOm. Para quê publicidade se a largura de banda e o espaço em disco ficam a cargo dos utilizadores?
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