MT9, o formato da “Música 2.0″

by Miguel Caetano on 23 de Maio de 2008

Música 2.0 para aqui, música 2.0 para acolá. Eu sei, eu sei… Há muita gente a abusar do termo e ainda mais gente que não percebe patavina quando se do que é que isso quer dizer. Mas desta vez parece que não é chavão porque se trata mesmo da designação comercial de um novo formato de música digital desenvolvido por um grupo de engenheiros sul-coreanos do Instituto de Investigação em Telecomunicações e Electrónica que permite modificar o volume de cada instrumento musical como guitarra, baixo, bateria e voz.

O novo formato de ficheiro, com nome de extensão .MT9, promete vir a ser a concretização do sonho não só de muitos aficionados do karaoke, como também de DJs e mashupers de trazer por casa. Graças ao MT9, qualquer pessoa poderá criar em poucos minutos a sua remistura ou mashup.

Segundo o jornal Korea TImes (via Idolator), os ficheiros do MT9 podem ser carregados num leitor especial que incorpora um equalizador áudio de seis canais. Cada um destes canais corresponde a um elemento diferente do arranjo (voz, coro, piano, guitarra, baixo e bateria), sendo possível aumentar e diminuir o volume de cada um.

O artigo do jornal refere ainda que a empresa Audizen já se encontra a comercializar alguns álbuns no formato MT9. Por seu lado, tanto a Samsung como a LG já manifestaram o interesse em integrar um leitor de MT9 nos seus novos modelos de telemóveis já a partir do próximo ano. Uma das coisas que me agradou neste novo formato é o facto de não incluir qualquer tipo de tecnologias de protecção anti-cópia como as DRMs (Gestão de Direitos Digitais). Nas palavras de Han Seung-chui, o patrão da Audizen:

É como ter um CD ou uma cassete. Uma vez comprado o ficheiro, podes distribuí-lo aos teus amigos. Não queremos ser muito chatos a respeito da DRM.

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1 andrezero 23 de Maio de 2008 às 19:25

awsome 6 trackers… isso abre imensas possibilidades, muito para lá do karaoke.. quando os típicos softwares dos DAWs caseiros passarem a ter um save as MT9… que fixe

2 Lihfori 11 de Março de 2010 às 6:59

Rá, tá vou acreditar nisso assim, não vai ter DRM! baita conversinha desta empresa, quando começarem a vender música nesse formato mais expressivamente, os algoritmos de DRM vão aparecer como que por mágica. Aprendi uma coisa com o que se refere a conteúdo multimídia que é o seguinte: Empresas = lucro, DRM = lucro, logo… .Eu não acredito mais em empresa nenhuma, além do mais nem existe um formato de música sem perda capaz de comprimir a uma boa taxa, e essas empresas não tão nem aí para isso, o usuário que engula as porcarias dos mp3s e mp4s da vida, se quiser qualidade ainda tem que se usar wave, aí sim que uma empresa poderia fazer mesmo a diferença.

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