
Diziam que estavam interessados em seguir o modelo dos Radiohead, que afinal até já tinham aderido à Internet e o camandro… Afinal, era só treta porque de grátis não há absolutamente nada em Mission:Metallica (via Listening Post), o novo site dos Metallica lançado oficialmente esta semana. Ethan Kaplan, o director da divisão digital da Warner Music, diz que se trata de uma forma de “música enquanto experiência”. Eu acho que é mas um “condomínio fechado”.
Existe de facto uma modalidade grátis que dá direito a quem se registar no site a “excertos” inéditos do seu próximo álbum a ser lançado dentro em breve, bem como fotos e vídeos das sessões de gravação. “O quê? Não chega? Querem mais? Então passem para cá pelo menos 12 dólares pela versão digital do disco em formato MP3 de 320 Kbps.”
Mas será que isto faz algum sentido nos dias de hoje em que os álbuns são vendidos a 10 ou mesmo 9 dólares/euros na maior parte das lojas online? Outra opção custa 20 dólares e dá direito ao CD mais o download em formato MP3.
No entanto, apenas aqueles que pagarem pelo menos 25 dólares por uma modalidade premium é que terão direito a aceder a todos os conteúdos do site, incluindo downloads de concertos ao vivo, gravações de vídeo, imagens e toques para telemóveis, bem como 10 por cento de desconto na aquisição de merchandising da banda.
Se a experiência dos Metallica apresenta algumas semelhanças com as dos Nine Inch Nails, Radiohead e de outros artistas, essas semelhanças são apenas aparentes. É que Trent Reznor e os Radiohead ofereceram de facto música grátis. Eles sabem que não há nada melhor que música de borla para aumentar o interesse por uma banda.
Pelos vistos, não é desta que os metaleiros norte-americanos fazem as pazes com os mais de 300 mil fãs que em Maio de 2000 foram ameaçados pelos advogados do grupo por terem sido apanhados a partilhar ilegalmente as suas músicas no Napster.
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