
A partir de agora, sempre que introduzirem um CD no leitor do computador para copiar as músicas para os vossos discos rígidos a informação relativa ao nome do artista e das faixas que recebem automaticamente irá passar pela Sony Corporation of America, uma subsidiária da Sony, o mesmo conglomerado que detém a meias com a Bertelsmann a editora Sony BMG.
Isto porque a Sony americana acaba de anunciar a aquisição da Gracenote, a empresa que controla a CDDB, a base de dados de faixas de CDs que é utilizada por aplicações tão comuns como o iTunes e Winamp para nos indicar os metadados correctos das faixas. O serviço da Gracenote facilita em muito a vida de milhões de fãs de música em todo o mundo, que evitam assim ter de introduzir eles próprios manualmente esses dados.
O negócio ronda os 260 milhões de dólares (cerca de 160 milhões de euros) e deverá estar concluído no próximo mês. A empresa deverá funcionar como uma divisão autónoma. De notar que a Sony já utilizava o serviço da Gracenote nos telemóveis SonyEricsson através da funcionalidade TrackID. A base de dados da empresa também é utilizada por fabricantes de sistemas de alta-fidelidade e telemóveis como a Alpine, Panasonic, Philips e Samsung.
Actualmente, a Gracenote também se encontra a conceber uma base de dados de filmes para identificação de DVDs. Outra área em que a empresa se encontra a apostar é o desenvolvimento de ferramentas anti-pirataria para combater o upload de conteúdos ilegais em redes sociais como o MySpace.
“All your CD ripping are belong to us”, comenta Charles Arthur do The Guardian. Com efeito, não deixa de ser um pouco lamentável que o que tenha começado por ser um projecto colectivo abastecido à custa do voluntarismo de utilizadores comuns acabe por ir parar a uma das empresas de um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo. E pensar que o software por detrás da CDDB foi inicialmente publicado segundo a licença de software livre GPL… Num período de poucos anos, o projecto passou a ser uma marca registada detida por uma empresa privada de nome Gracenote. Em consequência, o acesso à base de dados deixou de ser grátis/livre para passar a ser pago. Isso levou ao surgimento de várias alternativas livres como o freedb e o MusicBrainz.
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"Grace note" é a nota que fica a soar por "simpatia" num acorde… estes objectivos não me parecem ser nada simpáticos apesar de algo razoáveis.Vamos a ver.
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