Project Playlist na mira da RIAA

by Miguel Caetano on 29 de Abril de 2008

Project Playlist

Como é que é possível que um site com pouco mais de dois anos se tenha tornado tão rapidamente o 587º site mais visitado da Web em todo o mundo e o 128º nos Estados Unidos? Oferecendo música grátis, lógico! Diga-se de passagem que o modelo de funcionamento do Project Playlist não difere muito de milhares de outros serviços de streaming assentes num motor de busca que permitem que os utilizadores partilhem playlists das suas músicas favoritas alojadas em sites de terceiros. Mas talvez a razão do sucesso do Playlist.com resida no facto do serviço ter sido optimizado para funcionar com o iPhone e o iPod Touch da Apple.

Outra explicação poderá passar pelo facto do Playlist.com disponibilizar um widget para que os internautas possam ouvir as suas músicas a partir de uma página no MySpace ou no Facebook. Seja como for, o que é facto que o site não tem parado de crescer e a prova é que conta com mais de 24 milhões de utilizadores registados e é visitado por uma média de 600 mil pessoas por dia. Com 378 milhões de pageviews por mês, o Playlist só fica mesmo atrás do Imeem na lista dos 10 sites de música online mais visitados da Web, de acordo com David Porter.

O problema é que apesar dos responsáveis pelo serviço afirmarem que defendem os direitos de autor e que não apoiam a cópia ilegal de músicas, eles apenas pagam as devidas licenças às três grandes sociedades de cobrança de direitos de execução pública das obras nos Estados Unidos: BMI, ASCAP e SESAC, que representam os compositores e publishers.

Ora, ao contrário do que acontece com o Last.fm e o Imeem, as editoras discográficas – que são quem detém os direitos de reprodução mecânica – não recebem nada. Daí que elas tenham instaurado ontem um processo num tribunal distrital de Nova Iorque contra o serviço, acusando-o da “infracção em massa” dos seus direitos de autor ao permitir a reprodução não autorizada das músicas pertencentes ao seu catálogo.

Entre as nove editoras que apresentaram a acção legal contam-se a Warner Music Group, EMI, Universal Music Group e suas subsidiárias – do grupo das quatro grandes que compôem a RIAA só ficou mesmo de fora a Sony BMG, vá-se lá saber porquê.Apesar do Playlist se apresentar como um mero motor de pesquisa que indexa links de ficheiros de música que vai encontrando noutros locais da Web e permite que os seus utilizadores os ouçam em modo streaming através de playlists, o que é facto é que esse é o mesmo modelo de funcionamento do SeeqPod que, por sinal, também se encontra a braços com um processo instaurado pela Warner Music Group.

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