
Steve Jobs está de parabéns. Ontem, a loja do iTunes comemorou o seu 5º aniversário. Foi precisamente no dia 28 de Abril de 2003 que a Apple anunciou oficialmente a criação da loja que iria revolucionar a música digital, legitimando os downloads digitais através da venda de singles à unidade a um preço de 99 cêntimos por faixa. Com isto, já foram vendidos mais de quatro milhões de músicas.
É muita música para abastecer os iPods deste mundo. Sim, porque apesar da marca da maçã ganhar dinheiro com o iTunes, as vendas do seu leitor de MP3 é que constituem a sua principal fonte de receitas. É verdade que vários desses milhares de milhões de faixas foram vendidas com o sistema de DRM FairPlay da Apple. Mas por outro lado, também é verdade que Steve Jobs foi o primeiro a apelar às editoras que abandonassem a venda de música com DRMs.
Esta fizeram-lhe a vontade, mas não talvez da forma que Jobs pretendia. Isto porque as quatro majors se fartaram do domínio excessivo da Apple no mercado da música digital e da sua resistência em introduzir uma política de preços variáveis e optaram por vender as suas músicas sem DRM na nova loja da Amazon, lançada no final de Setembro e que por agora se encontra disponível apenas nos Estados Unidos. Isto pode ameaçar o crescimento a longo prazo do iTunes.
Seja como for, neste momento as coisas não podiam correr melhor para a loja do iTunes. De acordo com Eliot Van Busbirk da Wired, actualmente o serviço representa 70 por cento de toda a música digital vendida no globo. Tendo em conta uma pesquisa recente da empresa de estudos de mercado InStat que estima que 40 por cento de toda a música comercializada em 2012 será em formato digital, o jornalista acredita que por essa altura o iTunes representará 28 por cento do mercado mundial de música.
A questão é que – e embora o NPD Group afirme que o volume de vendas da Amazon continua a ser 10 vezes inferior ao do iTunes – a concorrência poderá vir a crescer ainda mais se a Apple não se sentar à mesa das negociações com as majors de modo a combinar uma nova política de preços que lhe permita ter o catálogo de todas as quatro sem DRM. Enquanto isso, surgem rumores de que a empresa está a tentar licenciar um plano de downloads ilimitados a incluir nos iPods e iPhones.
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