Downloads pagos de música móvel não seduzem norte-americanos

by Miguel Caetano on 11 de Abril de 2008

Já que as empresas de conteúdos hoje em dia não ligam a outra coisa senão a números, convém destacar quando surgem novos dados que revelam que os fãs de música não são tão burros quanto elas presumem. Neste caso, trata-se de mais um estudo que comprova que a música móvel já deu o que tinha a dar – pelo menos no que se refere ao modelo da venda de títulos à unidade. As pessoas finalmente deram-se conta de que não vale a pena pagar mais do que já desembolsam por um download de música no iTunes apenas porque é para o telemóvel.

De acordo com o inquérito da Jupiter Research (apenas disponível a pagantes mas cujo resumo encontrei no Electronista), dois terços (66%) dos mais de 1800 participantes na pesquisa afirmaram não terem nenhum interesse em pagar pela música que ouvem num telemóvel. Por outro lado, apenas 28 por cento admitiram estar interessados em ringtones e somente 14 por cento disseram estar interessados em faixas completas.

Ou seja, se não forem as ofertas de música grátis semelhantes às que a Nokia e a Apple estão a pensar acrescentar ao preço de venda dos telemóveis, ninguém irá conseguir obrigar as pessoas a pagar para “ter” música no telemóvel. Porque, diga-se a verdade, quem está interessado em ouvir música no celular já o faz, bastantdo para tal ter que transferir as músicas do seu computador para o aparelho. Os serviços de música móvel têm que oferecer algo que os downloads online pagos não oferecem mas muitas vezes o que acontece é precisamente o contrário, tendo o consumidor que pagar mais para receber o mesmo.

Aliás, o preço da venda das músicas adquiridas via telemóvel é precisamente indicado como o principal obstáculo. Na opinião dos inquiridos, este nunca deverá ultrapassar os 99 cêntimos, o mesmo valor que é cobrado nas lojas online como a do iTunes. No entanto, a grande maioria das operadoras cobra mais do que o dobro pelos downloads realizados via telemóvel com a desculpa de que precisam de arcar com maiores despesas ao nível da largura de banda.

Outros problemas identificados pelos inquiridos consistiram na falta acessibilidade de muitas lojas móveis – isto é, na dificuldade em encontrar a música de que se gosta e descarregá-la logo imediatamente -, bem como nas restrições anti-cópia impostas pelas DRMs, como a impossibilidade de copiar as faixas descarregadas para um computador pessoal. Segundo a Jupiter, todo este rol de inconvenientes está apenas a fazer com que as companhias discográficas e as operadoras móveis cedam cada vez mais terreno à Apple.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença null e pertence a PowerupMobile.com.

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Operadora norueguesa de telemóveis dá "Free Music" | Remixtures
11 de Junho de 2008 às 16:32

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