Crise na EMI agrava-se

by Miguel Caetano on 15 de Abril de 2008

EMI Studios

Da EMI chegam notícias de alguma incerteza e tensão. Por esta altura, a editora discográfica já devia ter mandado entre 1500 a 2000 funcionários para a rua, a fazer jus ao plano de reestruturação anunciado pela Terra Firma, a nova proprietária da empresa, em meados de Janeiro.

No entanto, de acordo com o New York Post, a empresa não tem conseguido concretizar as suas intenções devido às dificuldades colocadas pelas legislações laborais europeias. Segundo o jornal, os custos da reestruturação acabaram por ser superiores às estimativas iniciais da Terra Firma.

Fontes anónimas citadas na notícia indicam que a empresa está mesmo a tentar recolher mais 60 milhões de dólares em financiamento de modo a ajudar a pagar as indemnizações, o que não deixa de ser irónico. Se tudo correr como o previsto, os cortes serão efectuados até Junho próximo. Entretanto, alguns negócios já começaram a ser afectados – veja-se o anúncio do lançamento do novo serviço de música do MySpace em que a EMI foi a única das quatro majors que acabou por ficar de fora.

Seja como for, na Ásia o rolar de cabeças já começou, tendo a empresa encerrado alguns dos seus escritórios na Tailândia e Singapora, de acordo com o Music 2.0 que acrescenta ainda que as delegações no Japão, Índia, Austrália e China irão permanecer ainda que sob o controlo directo da casa-mãe da EMI, sobretudo através da sua divisão digital. Por outro lado, o escritório regional em Hong Kong deverá também provavelmente ser fechado em Junho. Aparentemente, a divisão de publishing da companhia irá continuar no activo.

Entretanto, o banco Citigroup que no Verão passado emprestou 4,9 mil milhões de dólares à Terra Firma para esta empresa concretizar a aquisição da EMI não conseguiu até agora vender a dívida que possui na editora enquanto credor. A acrescentar a este rol de màs notícias, está a recente nega que o Chrysalis Group deu à proposta de compra apresentada pela EMI no valor de 133 milhões de libras ou 155 pences por acção.

Só mesmo um guru do Google poderá salvar a mais pequenas das quatro grandes editoras discográficas do desastre total. Mas primeiro, a EMI tem de facto concluir o processo de “destruição criativa” que iniciou.

Nota: A imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e foi tirada por andrew stawarz

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