Wal-Mart pretende baixar ainda mais o preço dos CDs nos EUA

by Miguel Caetano on 3 de Março de 2008

Wal-Mart

Apesar da loja online do iTunes ter recentemente roubado a segunda posição à Best Buy na lista dos maiores pontos de venda de discos nos Estados Unidos, a Wal-Mart continua a dominar o mercado. A importância da gigante norte-americano do comércio a retalho, para o negócio da música não deve por isso ser menosprezada. Afinal de contas, ela representa 22 por cento do mercado. Mas a verdade é que as vendas do suporte físico CD não param de descer e daí que não estranhe que a Wal-Mart queira agora reduzir o preço de venda dos CDs. Mas a empresa quer que a RIAA e as editoras que representem paguem a factura.

A proposta da empresa assenta num modelo de preços variáveis com vários planos consoante o nível de procura de cada disco. Assim, enquanto que actualmente apenas existem duas classes de discos – uma a 13,98 dólares e outra a 9,88 dólares -, caso o novo programa promocional venha a ser aceita pelas majors, o consumidor passará a ter cinco planos à escolha: um de 12 dólares para os sucessos de venda e novidades, outro de dez dólares para os 15 a 20 maiores êxitos do momento, outro de nove dólares para os principais títulos do catálogo e por último, um de sete e outro de cinco dólares para os discos de fundo de catálogo.

Se fosse aqui há alguns anos atrás, era bastante provável que as quatro grandes editoras discográficas não cedessem a esse tipo de chantagens. Mas nesta altura do campeonato, não lhes resta outra saída e apesar da Billboard referir que as negociações entre a Wal-Mart e as grandes editoras ainda nem sequer começaram, tudo parece encaminhado nesse sentido. Aliás, se alguma delas não aceitar a nova política de preços, é bem provável que a Wal-Mart decida parar de distribuir o seu catálogo. Em último caso, pode até acontecer que a retalhista opte por deixar de vender música nas suas lojas.

O que é curioso é que no campo da música digital são justamente as majors que têm tentado obrigar o iTunes da Apple a adoptar uma política de preços variáveis. A verdade é que até agora não têm sido muito bem sucedidas.

(via No Rock And Roll Fun)

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a DennisSylvesterHurd.

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1 Mind Booster Noori 4 de Março de 2008 às 10:47

“actualmente apenas existem duas classes de discos – uma a 13,98 dólares e outra a 9,88 dólares”

E esta é a prova que, neste aspecto, os USA estão muito mais avançados que nós. enquanto lá os discos custam isto (entre 6€ a 10€), cá é cada vez mais difícil encontrar discos a menos de 15€… Nós ainda estamos na fase da subida de preços, enquanto que eles lá já se aperceberam que o que faz sentido é descê-los…

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