
O feito mais recente de que a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) se vangloria é o de ter encerrado dois servidores em Budapeste, na Hungria que serviam de base para o grupo de releases – novos lançamentos – de música RAGEMP3 e XXL.
Os ataques resultaram de uma operação conjunta entre a IFPI, a polícia húngara e a ProArt – a organização nacional de combate à pirataria -, que conseguiram infiltrar-se nos servidores apesar das medidas de segurança extremamente rígidas que estes grupos costumam adoptar para sua protecção.
Os topsites são o nome pelo qual são conhecidos os servidores de alta velocidade utilizados pelos grupos de releases de warez e MP3 para abastecer todo o circuito das várias Internets de partilha de ficheiros, desde os newsgroups da Usenet, passando pelos trackers privados de BitTorrent e, por fim, aos restantes sites e redes de P2P de acesso público. São eles que são os responsáveis pelas “fugas” de novos discos para a Internet antes do seu lançamento comercial.
Apesar do estardalhaço provocado pela IFPI com estas acções, o que é facto é que, como comenta a Slyck, não foram efectuadas quaisquer detenções e apenas um dos servidores atingidos por estes ataques acabou por ficar offline. O mais provável é que os grupos de releases não tenham quaisquer problemas em retomar a sua actividade, na medida em que a sua estrutura organizacional não sofreu sequer um arranhão. Mais uma vez, foi apenas fogo de vista. A scene está viva.
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a _saturnine.
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