
Apesar de todo o buzz gerado em torno da AllPeers por altura do lançamento do seu serviço de partilha de ficheiros em 2006, a empresa não conseguiu erguer uma base de utilizadores suficientemente grande para recolher o capital necessário de modo a continuar em actividade.
A AllPeers era responsável por uma extensão para o Firefox que permitia que os utilizadores seleccionassem pastas com ficheiros que podiam ser partilhados com os seus amigos, especificassem quem poderia aceder a esses ficheiros e visualizassem os ficheiros partilhados – tudo a partir do navegador.
De modo a obter uma maior popularidade, a empresa chegou mesmo em Março de 2007 a disponibilizar o código fonte do seu cliente, bem como, alguns meses mais tarde, a integrar o suporte para o protocolo de P2P BitTorrent. Mas não foi suficiente.
Como Cédric Maloux e Matthew Gertner, os co-fundadores da empresa sediada em Oxford, Reino Unido, escreveram ontem no seu blog Peer Pressure:
Lamentos profundamente informar os nossos utilizadores, amigos e fãs que iremos hoje encerrar o serviço AllPeers. Estamos bastante orgulhosos do produto que a nossa equipa desenvolveu e continuamos convencidos do potencial a integração de funcionalidades sociais como a partilha de ficheiros ao navegador. Contudo, não conseguimos alcançar o nível de crescimento na nossa base de utilizadores que os nossos investidores estavam à espera, sendo por isso incapazes de manter o nosso serviço em funcionamento.
Acho que o grande problema do AllPeers é que o serviço e a empresa não pensaram em qualquer modelo sustentável de financiamento e monetização. E isto continua a ser a principal falha de muitas companhias que apostam em serviços de partilha de ficheiros. Do mesmo modo, apesar da quota de mercado do Firefox continuar a crescer, penso que a equipa devia também ter pensado nos milhões de utilizadores do Internet Explorer – o navegador que, quer se queira, quer não, continua a dominar o mercado.
Numa altura em que o P2P é caracterizado por detentores de direitos e legisladores como uma tecnologia que apenas serve para facilitar actividades ilegais, precisamos mais do que nunca de serviços comerciais legítimos de P2P. E o encerramento do AllPeers não é nada bom sinal.
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