
Nos Estados Unidos, é do conhecimento público que a Comcast restringe a largura de banda da sua rede disponível para o protocolo de partilha de ficheiros BitTorrent. Cá por Portugal, os utilizadores da Netcabo queixam-se desde há muito do traffic shaping praticado por este fornecedor de acesso à Internet. Mas será que este é o único ISP nacional a recorrer a estes truques baixos?
É claro que sempre é possível usar programas como o Wireshark que analisam o tráfego de rede e o organiza consoante os diferentes protocolos de rede. Mas mesmo assim, é necessário saber configurar essas aplicações. Para quem não quer trabalho e suspeita que o seu ISP anda a fazer “malandrice”, um grupo de utilizadores do fórum italiano P2Pforum.it desenvolveu uma ferramenta chamada Gemini Project que permite detectar facilmente e com apenas alguns cliques qualquer tipo de bloqueio ao tráfego de BitTorrent.
A ferramenta apresenta-se sob a forma de dois LiveCDs baseados na distribuição Ubuntu do sistema operativo Linux compilados de forma a ligarem-se directamente entre si através da Internet de modo a realizar uma transferência de um ficheiro via BitTorrent torrent. No final, obtem-se um registo contendo uma análise do tráfego trocado entre ambos os utilizadores.
O primeiro passo consiste em descarregar os ficheiros ISO dos dois LiveCDs. Em seguida, é necessário reinicializar o computador a partir do leitor de CDs. Depois, basta clicar duas vezes no ícone Gemini-Tool visível no ambiente de trabalho do Ubuntu. Enquanto o disco A distribui o ficheiro – funcionando assim como “semente” (seed) -, o disco B descarrega-o. Para que a transferência ocorra, é necessário que cada utilizador indique o endereço IP do outro. O teste demora entre 5 a 7 minutos e logo em seguida a aplicação gera o relatório final.
(via P2P Blog)
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Era porreiro se eles disponibilizassem apenas o software utilizado.
Bruno,
segundo o que eu li no site deles, eles baseiam-se quer no Wireshark, quer no pcapdiff que foi desenvolvido pela EFF e que permite identificar os pacotes suspeitos. Podes também consultar o guia que a fundação criou.
Redes: fujo delas como o diabo da cruz.
Mas antes ler a documentação que queimar mais de 1GB só para saber se sofro de traffic shapping por parte da Clix.