
Mesmo se a Yahoo tenha decidido sair do negócio das subscrições de música devido à DRM, a Apple parece agora pretender tirar partido do seu poderio no mercado dos leitores de música digital para lançar o seu próprio serviço de downloads ilimitados de música.
isto de acordo com uma peça do Financial Times que refere que a empresa de Steve Jobs se encontra actualmente em negociações com as grandes editoras discográficas relativa a uma nova oferta que dará acesso a todas as músicas no catálogo do iTunes em troca do pagamento de uma quantia adicional na compra de um iPhone ou iPod ou de uma assinatura mensal.
Basicamente, trata-se do mesmo modelo de negócio que o Omnifone Music Station ou o Nokia Comes With Music, o serviço anunciado em Dezembro passado pela fabricante finlandesa e que até agora apenas conta com o apoio da Universal Music. Segundo o jornal, o principal motivo de discórdia entre a Apple e as editoras refere-se ao preço que a empresa está disposta a dar às majors por cada aparelho comercializado. Enquanto a Nokia está a oferecer cerca de 80 dólares por telemóvel às suas parceiras – divididos de acordo com a fatia de mercado de cada uma -, a Apple apenas está disposta a avançar com 20 dólares.
Em discussão encontram-se duas alternativas:
- os utilizadores podem pagar uma taxa suplementar no valor de 100 dólares logo no momento da compra do aparelho que dará direito ao acesso ilimitado à música durante o tempo de vida do aparelho;
- ou em alternativa uma subscrição mensal no valor de sete a oito dólares.
De acordo com o FT, a subscrição mensal estaria reservada aos iPhones. Neste caso, o valor seria adicionado à factura mensal do operador de telemóveis a que o utilizador se enconta associado. Por seu lado, a opção da tarifa incorporada no preço de venda estaria disponível tanto para os iPhones como para os iPods.
Mas este novo modelo de negócio não significaria o fim da venda de músicas à unidade na loja do iTunes da Apple. O que acontece é que muito provavelmente as músicas estarão protegidas por DRM – tal como o Nokia Comes With Music -, tratando-se na prática de um mero aluguer. Isto porque o artigo refere ainda que a Apple se encontra a negociar a possibilidade dos utilizadores poderem guardar entre 40 a 50 faixas por ano quando a subscrição terminar ou eles trocarem de aparelho.
Ou seja, na prática a Apple pretende conciliar um sistema de assinatura ou downloads ilimitados com um serviço de aquisição de downloads, o que, diga-se de passagem, é uma estratégia genial.
(via VentureBeat)
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e pertence a Kramchang.
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O futuro passa por aí!
Apple a chegar-se à frente.