Música móvel deverá valer 17,5 mil milhões de dólares em 2012

by Miguel Caetano on 28 de Fevereiro de 2008

iPhone, uma tecnologia disruptora

Apesar dos iPods e de outros leitores de MP3 já estarem desde há vários anos disponíveis no mercado, as suas limitações de espaço de armazenamento sempre restringiram o acesso imediato a toda a música que queríamos. O lançamento do iPhone no Verão passado foi o catalisador que gerou a mudança de paradigma em direcção à música móvel on-the-go, capaz de nos acompanhar em todo o lado. Mesmo os mais renitentes ao charme da Apple não podem negar o interesse que o novo gadget da marca da maçã desencadeou por serviços de download e subscrição de músicas para telemóveis.

A confirmá-lo esta o mais recente estudo da Juniper Research, uma empresa britânica de análise do mercado de telecomunicações, que prevê que o sector da música móvel deverá valer mais de 17,5 mil milhões de dólares em 2012, muito em parte devido ao crescimento dos serviços de subscrição e de descarregamentos de faixas completas.

Contudo, a situação afigura-se um pouco negra para as empresas que continuarem a apostar nos toques de telemóveis como se fossem a sua galinha dos ovos de ouro, chegando a cobrar duas ou três vezes mais o preço que uma música no iTunes. Segundo a Juniper, os preços actuais dos ringtones são insustentáveis, tendo o mercado para esse tipo de serviços já atingido o seu ponto de saturação numa série de países desenvolvidos.

Assim, enquanto em 2007 os toques para telemóveis representavam 62 por cento do mercado da música móvel em 2012 essa percentagem irá descer para 37 por cento. A consequência inevitável de políticas de preços agressivas e da migração para serviços toques financiados por publicidade ou gerados pelos próprios utilizadores será uma descida gradual das receitas globais dos ringtones.

O relatório prevê ainda que a região da China/Extremo-Oriente continuará a ser o maior mercado regional para a música móvel ao longo dos próximos cinco anos, representando uma média de cerca de 43 por cento das vendas anuais.

(via Aliado Digital)

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC 2.0 e pertence a 01101001 01100001 01101110

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