
Mal grado os fracos resultados financeiros, o serviço de música grátis financiado por publicidade SpiralFrog mantém-se à tona de água. Mesmo antes do final do ano surgiu um comunicado oficial da companhia segundo a qual o SpiralFrog tinha conseguido recolher dois milhões de dólares.
Em final de Novembro, ficou-se a saber que os responsáveis pela empresa pretendiam angariar financiamentos no valor de 25 milhões de dólares durante os próximos doze meses, o que corresponderia a cerca de dois milhões por mês. À primeira vista, parece portanto que a empresa se mantém dentro dos seus objectivos.
Contudo, os termos deste acordo de financiamento são um tanto ou quanto rígidos. É que o empréstimo tem que ser pago até 19 de Abril e comporta juros anuais de 12 por cento. O dinheiro agora recolhido destina-se a adquirir um maior leque de conteúdos e a investir na promoção da marca da empresa. Até agora, a companhia já tinha gasto cerca de 15 milhões de dólares, sendo que a maior parte desta quantia se destinou a pagar taxas de licenciamento às editoras para obter o direito de utilização dos seus catálogos.
Infelizmente, o SpiralFrog surgiu demasiado tarde e com demasiadas restrições. Apesar do seu lançamento ter sido inicialmente agendado para o fim de 2006/início de 2007, o serviço apenas acabou por abrir as portas em Setembro de 2007 e apenas para utilizadores norte-americanos. Por outro lado, as faixas disponíveis para download encontram-se todas protegidas pelo sistema de DRM PlaysForSure da Microsoft pelo que não podem ser reproduzidas em iPods e outros sistemas operativos para além do Windows. Do mesmo modo, o utilizador necessita de visitar o site uma vez por mês para renovar as licenças das músicas se as pretende continuar a ouvi-las.
Surgiram entretanto vários serviços alternativos igualmente financiados por publicidade – We7, RCRD LBL e Imeem – que não colocam tantas restrições aos utilizadores. Destes, o Imeem é o que aparenta ser até agora o mais bem sucedido. Apesar de apenas permitir o streaming e não o descarregamento das músicas, conta com acordos de licenciamento com todas as quatro grandes editoras.
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