Lançamento de remisturas de In Rainbows dos Radiohead impedido por editora

by Miguel Caetano on 6 de Janeiro de 2008

O projecto de remisturas de In Rainbows dos Radiohead assinado pelo produtor e DJ Amplive poderá não ver a luz do dia devido a complicações legais com a editora da banda. Composto por oito faixas, Rainydayz Remixes seria oferecido gratuitamente a partir de 10 de Janeiro a todos os que reenviassem a mensagem de email que receberam da W.A.S.T.E. a confirmar a encomenda de In Rainbows.

Rainydayz Remixes

Mas a Warner/Chappel, a editora de música dos Radiohead, enviou a 18 de Dezembro uma intimação à 1776, a editora de Amplive, em que acusava o produtor de ter criado “arranjos e remisturas musicais” sem autorização da editora ou da banda – os Radiohead podem ter abandonado a sua editora discográfica EMI/Parlophone, mas as composições das suas músicas continuam a ser publicadas por uma editora tradicional…

Em resposta a esta intimação, Amplive publicou um vídeo e uma carta onde exprimia o seu desânimo pelo facto de ter sido obrigado a suspender por tempo indeterminado o lançamento do álbum e apelava aos Radiohead para que interviessem directamente na questão.

Mas a verdade é que a decisão de impedir o lançamento de RainyDayz contou com o envolvimento dos Radiohead, como o empresário da banda Bryce Edge explicou ao site Gigwise. O principal problema deveu-se ao facto de Amplive ter usado uma imagem de Thom Yorke no seu site a publicitar o álbum o que transmitia a ideia de que o vocalista da banda estava a par do projecto.

O empresário também critica o facto de Amplive ter exigido aos fãs que reenviassem os emails comprovando a encomenda de In Rainbows de modo a que recebessem o disco de remisturas. “O Amplive nunca chegou a informar a banda deste projecto, o que teria sido simpático. Eu sei que ele tinha boas intenções mas acho que ele acabou por enganar as pessoas”, comenta Edge que acrescenta que tem uma reunião agendada para a próxima terça-feira, dia 8, com os Radiohead de modo a discutir a questão.

De qualquer das formas, Amplive já fez aquilo que Edge achou que ele devia fazer a seguir: publicou no MySpace uma mensagem onde esclarece que o álbum não conta com qualquer envolvimento dos Radiohead e que o seu objectivo nunca foi enganar ninguém e pede desculpas a todos.

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Radiohead e Amplive chegam a acordo sobre álbum de remisturas | Remixtures
13 de Fevereiro de 2008 às 12:13

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1 TubarãoEsquilo 6 de Janeiro de 2008 às 22:09

Lançamento de remisturas de In Rainbows dos Radiohead impedido por editora http://tinyurl.com/3xqhj2

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2 Filipe Marques 7 de Janeiro de 2008 às 9:54

Uma publisher não é uma editora tradicional. A iniciativa partiu do empresário da banda e não da Warner/Chappell.

Outra coisa. “Mas a verdade é que a decisão de impedir o lançamento de RainyDayz contou com o envolvimento dos Radiohead”…

Asked by Gigwise about what the band thought about the whole issue, Edge said: “To be honest, I’m not sure the band have even heard it.”

Parece-me bastante diferente. Mas pronto, podemos ver isto como: empresário representa, portanto actua em nome da banda. Sim, é verdade. Mas é muito pouco 2.0.

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3 Miguel Caetano 7 de Janeiro de 2008 às 10:11

Filipe,

desculpa, mas como é que traduzes publisher se estiveres a falar de uma editora de livros como a Random House ou a Oxford University Press?

Não achas que faz mais sentido traduzir publisher para editora de música e label para editora discográfica?

Em segundo lugar, um empresário é a face pública de uma banda. Ele representa publicamente para o público, os media e os fãs o grupo cuja carreira admnistra

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4 Filipe Marques 7 de Janeiro de 2008 às 13:02

Relativamente ao teu primeiro ponto, percebo, como é óbvio, a tradução. No entanto, utiliza-la para fazeres “jogos” com o “tradicional” e afins. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Uma publisher PODE não ter nada a ver com uma editora. Há, no entanto, editoras que têm interesses em publishers ou que fazem parte do mesmo grupo.

Relativamente à segunda parte, quando a banda tem um blog onde expressa opiniões (como o post recente do Thom Yorke sobre as declarações do tipo da EMI) e o manager diz o que escrevi no comentário anterior… há que pensar bem se a banda tem mesmo conhecimento do que se passa. Aquilo é gente boa, pá. Mas pronto.

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