Indiedrive – música independente numa pen drive USB por 20 dólares

by Miguel Caetano on 21 de Janeiro de 2008

usb sticks

De há alguns tempos para cá, a indústria discográfica tem experimentado uma série de formatos supostamente inovadores para seduzir as pessoas a pagar um valor adicional por um objecto físico em vez de descarregarem a música por via legal – ou ilegal – da Internet. Um desses formatos tem sido a memória USB ou pen drive, que tem a vantagem de podermos transferir as músicas para o PC e reutilizá-la para outros fins, algo que o CD não oferece.

Em Outubro, a Universal anunciou que ia apostar num novo produto chamado Ringle, mas a reacção por parte dos fãs de música não foi lá muito acolhedora.  Por volta da mesma altura, a banda Pop Matchbox Twenty teve também a ideia de lançar uma nova versão do seu novo álbum sob a forma de uma bracelete USB. A ideia era engraçada mas os 35 dólares pedidos eram um roubo. Mais recentemente, a EMI lembrou-se de juntar todo o catálogo antigo dos Radiohead também numa pen drive de 4 GB e exigir 160 dólares por cada unidade.

Indiedrive

Recentemente fiquei a conhecer a Indiedrive, uma loja online norte-americana que se dedica exclusivamente à venda de sticks USB de 1GB  que incluem não só os MP3 de um álbum tradicional – com um bit rate mínimo de 200 Kbps -, como também vídeos, imagens, letras, faixas extra e outros conteúdos que o artista pretenda incluir. O preço médio cobrado é de 20 dólares, mas cada banda ou artista pode fixar o preço que entender.

A empresa não cobra nenhuma quantia pela comercialização das drives no seu site mas de acordo com o Shakopee News, os artistas ganham 8 a 10 dólares por cada unidade, ao passo que a Indiedrive fica com 2 dólares. As drives são fabricadas pela Cfgear

Mais do que as características técnicas de cada modelo, penso que o que importa aqui é se o design da pen drive consegue transmitir a mensagem criativa do artista ou da banda. É claro que quanto melhor for a qualidade áudio dos ficheiros mais as pessoas estarão dispostas a pagar pelo objecto – de preferência um formato lossless como o FLAC.

(via Coolfer)

Nota: A imagem de cima que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e pertence a edans.

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