
Depois da EMI em Maio e da Universal em Agosto, a Warner Music passa a ser a terceira grande editora discográfica a ceder à pressão por parte dos consumidores e a disponibilizar músicas em formato MP3 sem DRM. A partir de hoje, todos os títulos do catálogo digital da Warner – centenas de milhares de faixas – vão poder ser adquiridos na loja de MP3 da Amazon aberta a 25 de Setembro.
Para além de faixas individuais, a Warner também concordou na comercialização de produtos digitais através da Amazon, como pacotes de álbuns com faixas exclusivas. Com este acordo de distribuição, a empresa de comércio electrónico passa a contar com 2,9 milhões de faixas desprotegidas provenientes de mais de 33 mil companhias discográficas.
Antes da abertura da sua loja de música digital, a Amazon impõs como condição da venda de músicas a ausência de DRMs nas faixas disponibilizadas pelas etiquetas. A pressão aumenta agora para os lados da Sony BMG, a única das quatro majors que ainda não abriu mão das tecnologias de protecção anti-cópia. Apesar disso, existem sinais – por enquanto apenas rumores – de que a sua posição estará prestes a mudar.
E pensar que tudo isto começou com a carta aberta de Steve Jobs à indústria discogtáfica apelando ao fim da DRM. Por ironia do destino, as editoras aceitaram o desafio de Jobs mas não da forma como ele mais desejaria. O domínio da Apple sobre o mercado da música digital parece soçobrar a cada mês que passa.
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