
Desde há alguns meses que a Universal Music tinha já começado a obrigar todas as suas subsidiárias a limitar o streaming promocional de músicas de artistas no seu catálogo noutros sites, numa tentativa de recuperar os visitantes perdidos para o MySpace e o YouTube para o seu próprio site. Mas só agora é que essa política foi tornada pública graças a uma mensagem da cantora Colbie Caillat que acabou por ser publicada na influente newsletter de Bob Lefsetz. Diz Caillat a respeito da sua página no MySpace:
Devido a circunstâncias que estão para além da minha vontade, tenho que substituir as músicas completas da minha página por extractos de 90 segundos.
(…)
Cada artista que assinou com uma editora da Universal deve obedecer imediatamente a esta regra. (…) Peço desculpa a todos pelo incómodo, em especial aqueles que usam as minhas canções nos seus perfis pessoais.
Numa mensagem posterior enviada a Lefsetz, um artista anónimo também revela ter sido alvo das mesmas medidas:
Ontem o meu grupo foi vítima desta nova política, quando a editora retirou quatro das nossas faixas e substitui-as por pequenos excertos. Penso que eram inferiores a 90 segundos, mas a questão não é essa.
Segundo o que o Listening Post conseguiu apurar, esta política exige que todas as editoras da Universal restringem a duração das músicas emitidas por streaming noutros sites a excertos de 90 segundos, a não ser que esse site tenha um contrato de licenciamento com a Universal para a reprodução completa de músicas. Em alternativa, as editoras também podem optar por permitir o streaming completo das faixas se acrescentarem uma mensagem promocional ao início e ao fim dos ficheiros.
Na verdade, tudo não passa de um estratagema para evitar ao máximo que os utilizadores gravem as músicas do MySpace através de aplicações como o FreeMusicZilla e Orbit Download Grab++. O que, infelizmente, os executivos da Universal Music, ignoram é que é muito mais fácil e recompensador encontrar as músicas em sites de partilha de ficheiros ou agregadores de blogs de MP3, com uma qualidade áudio bastante superior.
Ainda mais lamentável é que as grandes editoras não perceberam ainda que redes sociais como o MySpace funcionam a seu favor, como espaços de promoção e divulgação dos seus artistas. Aliás, é muito difícil encontrar outra plataforma da Web onde as bandas e músicos consigam um grau de exposição tão elevado como no MySpace. Lutar contra esta e outras redes sociais é o mesmo que lutar contra o futuro. No entanto, a Universal Music decidiu entrar em guerra ao processar a empresa do grupo News Corp. por violação de direitos de autor.
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ao mesmo tempo em que faz isso: http://www.phonobase.com/blog/2007/12/04/nokia-universal-prepare-serious-bundled-music-initiative/
Juliano,
é o que eu digo: trata-se de esquizofrenia típica de capitalismo cognitivo. Já não é a primeira vez que isso acontece no caso da Universal – estou-me a lembrar da história com as pen drives distribuídas por Trent Reznor. Uma mão tira o que a outra dá. Isso aplica-se tanto na música, como no vídeo, na mídia ou no software