Um estudo que acaba de ser publicado pela empresa alemã Ipoque especializada em soluções de gestão de tráfego, revela entre outros dados que 20 por cento dos utilzadores da Internet costumam partilhar ficheiros através de redes P2P. No entanto, essa fatia de internautas é responsável por cerca de 70 por cento de todo o tráfego global da Internet.
Segundo o TorrentFreak, que deve ter tido acesso ao estudo completo – com um preço de 190 euros (?!) -, na Europa do Sul a percentagem de tráfego que o P2P ocupa em relação a todo o tráfego de Internet é de 64 por cento, o que faz desta região a terceira classificada, atrás da Europa do Leste (83%) e da Alemanha (69%). A Austrália ocupa a quarta posição, vindo por último o Médio Oriente.
A pesquisa baseou-se numa análise de dados recolhida junto de ISPs e universidades entre Agosto e Setembro deste ano, com a autorização destas entidades. No total, foram analisados cerca de três Petabytes (qualquer coisa como três milhões de Gigabytes ou três mil Terabytes) com origem em um milhão de utilizadores, segundo as estimativas da empresa.
A Ipoque já tinha divulgado antes um resumo contendo alguns dados preliminares deste mesmo estudo mas agora parece tratarem-se dos números finais. A Ars Technica, que também deve ter tido acesso ao documento, realça ainda outro dado interessante: em regiões como a Europa do Leste, o P2P conta com 95 por cento de todo o tráfego nocturno.
Em termos de protocolos P2P, o BitTorrent continua a dominar em termos globais, com excepção da Europa do Sul onde a rede eDonkey/eMule mantém a primazia com 57 por cento do tráfego em comparação com os 40 por cento do BitTorrent. Um aspecto interessante é que a Europa do Sul constitui o grande e único “porto de abrigo” da rede DirectConnect, que embora com 29 por cento não consegue ultrapassar aí o BitTorrent (65%). Os australianos são os mais fervorosos utilizadores de BitTorrent, com 73 por cento do volume do tráfego ocupado por esse protocolo.
Outro factor a ter em conta é que o volume de tráfego encriptado está a aumentar: cerca de 20 por cento de todos os utilizadores de BitTorrent recorrem a técnicas de ofuscação de protocolo como a encriptação disponíveis em clientes como o Azureus e o uTorrent para impedir que os descarregamentos sejam detectados pelos seus ISPs. Já em eDonkey/eMule, a percentagem baixa para 15 por cento.
Por fim, vale a pena fazer referência a um fenómeno que deverá ter tendência para continuar nos próximos tempos à medida que a perseguição contra os sites de torrents e links ed2k se for intensificando: os serviços de alojamento de ficheiros de “um só clique” como o RapidShare e o MegaUpload estão a crescer e bem. Na Alemanha, já representam quatro por cento de todo o tráfego de internet, ocupando a quarta posição na lista de protocolos de rede; no Médio Oriente, essa percentagem sobe para nove por cento. Dos 62 serviços analisados, o Rapidshare é o mais popular com 55 por cento da quota de volume face aos 17 por cento do MegaUpload, o segundo classificado.
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P2P representa 64% do tráfego na Europa do Sul mas Rapidshare também está a crescer http://tinyurl.com/2gdsrf
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