Há pouco menos de um ano falei aqui do cancelamento do festival de netlabels e netaudio que estava para se realizar no início de Dezembro. Mas este ano a organização arregaçou as mangas e conseguiu montar um evento em condições. Deste modo, de 8 a 10 de Novembro irá decorrer em Barcelona o Netaudio.es , “três dias para descobrir, discutir e reflectir sobre o que poderá vir a ser a nova indústria discográfica.
No Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona irá realizar-se durante a tarde conferências, debates, actuações ao vivo e mesas redondas. Nas noites de 9, sexta, e 10, sábado, as hostilidades passam a decorrer no Clube Fellini, onde terão lugar concertos e performances de netlabels e distribuidoras digitais.
Segundo os organizadores, trata-se do “primeiro encontro físico para analisar o panorama das netlabels (editoras discográficas que funcionam a partir da Internet, geralmente com licenças Creative Commons), aproximar o seu produto do público e estabelecer relações entre artistas e representantes abrindo canais para a experimentação, investigação e desenvolvimento do que se começa a chama de ‘nova indústria discográfica’.”
Como se explica na página de apresentação:
Uma das características essenciais destas novas entidades (as netlabels) é que questionam os mecanismos convencionais de difusão e distribuição dos seus produtos: a música e o vídeo (…) as netlabels permitem ao utilizador descarregar os ficheiros, copiá-los e inclusive reproduzi-los sempre que se respeite a autoria do produto e não se use com fins comerciais, superando assim a rigidez imposta pelo copyright. A quantidade de artistas que recorrem a esta via cresce dia após dia. Em diversos meios especializados, tem se vindo a falar já desde há algum tempo de uma nova indústria discográfica. Uma indústria muito mais próxima do fundamento da cultura livre, da mentalidade do código aberto (open source), que fomenta a liberdade de escolher, partilhar e difundir a cultura. Uma indústria muito mais próxima da realidade, já que tenta solucionar a evidente utilização fraudulenta da Internet para obter conteúdos; e porque gera canais fluídos entre os artistas e o público, evitando intermediários e consequentemente, filtros. consecuentemente, filtros.
(via Mediateletipos)
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