Há cerca de dois meses a MediaDefender, uma empresa especializada no combate ao P2P ilegal, viu quase 700 MB de correio electrónico interno serem divulgados publicamente na Internet por um grupo de hackers denominado MediaDefender-Defenders.
Para além destas seis mil mensagens confidenciais rerferentes a um período de seis meses que permitiram que os utilizadores de redes de partilha de ficheiros ficassem a saber em detalhe as tácticas empregues pela empresa para espalhar ficheiros falsos nas principais redes de P2P, foram também tornados públicos o código fonte das ferramentas anti-pirataria da companhia, a gravação de um telefonema e uma base de dados contendo os códigos hash dos ficheiros falsos na rede Gnutella.
Esta fuga não só abalou fortemente a reputação da empresa como também permitiu que o Pirate Bay utilizasse as informações confidenciais como base para a apresentação de uma queixa contra 10 conglomerados de entretenimento por tentativa de sabotagem. E os prejuízos acabaram por pesar bastante nos resultados financeiros da MediaDefender: 825 mil dólares (558 mil euros), para ser mais preciso, de acordo com o relatório relativo ao trimestre finalizado a 30 de Setembro enviado pela empresa-mãe ArtistDirect à SEC (Securities and Exchange Commission), o organismo regulador do mercado bolsista norte-americano.
Estes documentos financeiros são entregues de três em três meses pelas empresas cotadas em bolsa de forma a que o seu funcionamento seja mais transparente para os investidores. Estas despesas fizeram com que a ArtistDirect tenha registado um défice de 183 mil dólares (124 mil euros) no último trimestre face a ganhos no valor de 839 mil dólares (567 mil euros) no mesmo período do ano passado. O relatório indica ainda que a maior parte do dinheiro – 600 mil dólares (406 mil euros) – foi atribuído a compensações aos clientes, ao passo que os restantes 225 mil dólares (152 mil euros) foram para pagar as despesas jurídicas. Na prática, a MediaDefender pagou para poder continuar a exercer a sua actividade, dado que 66 por cento das suas receitas têm origem em apenas quatro clientes.
(via P2P Blog)
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