Universal descobriu o futuro do CD single: a memória USB

by Miguel Caetano on 19 de Outubro de 2007

Que a indústria discográfica está desesperada com a descida das vendas dos discos já todos sabíamos, mas a lista de ideias inúteis não param de surgir da cabeça dos seus executivos. Apenas um mês depois do anúncio do Ringle, um novo formato destinado a revitalizar as vendas de CDs singles graças à cenoura dos toques de telemóveis, surge agora outra proposta “brilhante”: vender música em pen drives de memória USB.

No Reino Unido e segundo o Times, a Universal Music pretende lançar para o mercado os novos singles de Keane, Pussycat Dolls e Nicole Scherzinger em pen drives de USB no dia 29 de Outubro a um preço de 4,99 libras cada (cerca de 7,20 euros). Tendo em conta que a preço normal de um CD single é de 2,99 libras (cerca de 4,30 euros), poder-se-á perguntar – e muito bem – o que é que levará um fã de música que nunca foi até agora adepto deste suporte a gastar ainda mais dinheiro com uma memória USB.

Bem, a Universal acredita sinceramente que a inclusão de vídeos e outros conteúdos multimédia de modo a tirar partido do espaço adicional de armazenamento poderá constituir um aliciante suficientemente forte para convencer os fãs – coitadinhos, não podem aceder a esses extras a partir do YouTube… A editora discográfica espera dirigir-se em especial aos jovens entre os 12 e os 24 anos que “já não acham que o CD é cool“. Pois, pudera, com uns preços tão elevados.

Depois dos singles a Universal irá também lançar antes do final do ano álbuns em pen drives de memória USB de artistas como Kanye West e Amy Winehouse. Segundo refere o Times, as outras três majors também parece que caíram na mesma asneira. No próximo mês a Warner irá lançar um álbum parcial – não seria melhor chamá-lo EP? – da banda electro-punk Hadouken! numa pen drive a um preço de 7,99 libras (cerca de 11,50 euros) contendo seis novas músicas, cinco faixas de catálogo e conteúdos multimédia; pose seu lado, a EMI também planeia publicar os álbuns de estúdio dos Pink Floyd nesse formato.

Pelos vistos, os executivos da indústria discográfica ainda têm muito que aprender pois ainda não se aperceberam que a solução para os seus problemas passa por oferecer um produto físico com uma mais valia que faça com que os fãs de música se sintam realmente tentados a dar o seu dinheiro – algo que valha mesmo mais a pena. Este é o segredo da Apple e de todos os fabricantes de leitores de MP3s…

Nota: a imagem que acompanha este post está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-SA 2.0 e foi tirada por tnarik.

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1 katieanneasu 4 de Fevereiro de 2011 às 5:11

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