Enquanto que a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) global se dedica a gastar milhões de euros numa investigação de dois anos para fechar o tracker privado de música OiNK – um site sem fins lucrativos -, existem indícios de que a filial dinamarquesa da mesma IFPI apresentou uma proposta que irá possibilitar que os utilizadores realizem downloads ilimitados e recompensar, ao mesmo tempo, os artistas.
Quem o refere é Andy Oram no O’Reilly Radar que cita uma entrevista em dinamarquês com o director executivo da ISPI Jesper Bay e outra com o presidente da IFPI local Jens Otto Paludan. Este executivo acrescenta uma licença modelo estará já disponível em 2008 e chega mesmo a comparar esta licença aos canais de televisão por cabo ou ao serviço público de água canalizada.
Embora até ao momento esta informação não tenha sido confirmada oficialmente, a proposta passaria pela implementação de uma tarifa plana ou flate rate no valor de 100 coroas – cerca de 16 euros – que seria cobrada a todos os clientes dos fornecedores de acesso à Internet.
Esta ideia já foi bastante debatida noutros países, tendo um político holandês até já sugerido um modelo semelhante a este mas até ao momento ninguém da indústria discográfica tinha aderido a ela. O problema é que esta tarifa plana não parece ser voluntária mas sim compulsória, na media que todos os utilizadores de ligações de banda larga seriam obrigados a pagar a taxa, quer descarregassem música de redes de partilha de ficheiros ou não.
Porque é que aqueles não usufruem nem querem usufruir de downloads ilimitados têm que financiar as maleitas de uma indústria em decadência que não sabe tirar partido de outras fontes de receitas para além das vendas de CDs?
Por outro lado, Oram acha que uma licença deste tipo irá canibalizar por completo as vendas de CDs. Outro problema adicional é que é difícil de adaptar esta solução a diferentes tipos de acesso tecnológico como as pessoas que beneficiam de acesso sem fios à Internet ou de uma ligação partilhada. No entanto, creio que este obstáculo poderia ser facilmente contornado se a taxa levasse em linha de conta o número de computadores que usufruem da ligação. No fim de contas, é tudo uma questão de boa vontade, coisa que os responsáveis globais da IFPI não têm demonstrado ao encararem todos os utilizadores de redes P2P como ladrões.
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IFPI dinamarquesa propõe tarifa plana para downloads ilimitados de música http://tinyurl.com/2yyc6j
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