Se as vendas de discos continuam a descer acentuadamente, há quem na indústria musical esteja a ganhar mais dinheiro do que nunca graças às possibilidades ilimitadas de cópia e difusão que a Internet oferece. Com efeito, se as companhias discográficas se queixam da “pirataria” online, a verdade é que existe uma procura cada vez maior por parte dos consumidores de música nova.
As estações de televisão, as agências de publicidade e as produtoras de cinema tiram partido dessa apetência ao incorporarem música em séries, telenovelas, anúncios e filmes. Isto representa mais dinheiro despendido com licenças relativas à difusão pública de música, destinadas a recompensar os compositores e editores de música.
Assim, não estranha que a BMI, uma sociedade colectiva norte-americana dedicada à cobrança dos chamados direitos conexos – e, nesse sentido, semelhante à portuguesa PassMúsica – tenha obtido 839 milhões de dólares em receitas durante o ano fiscal de 2006-2007 findado em 30 de Junho passado, como refere em comunicado.

Desse montante, 732 milhões de dólares foram parar ao bolso dos artistas. Para além de significar um crescimento de oito por cento face ao ano anterior, a quantia constitui um valor-recorde nunca antes alcançado.Segundo a BMI, este crescimento deve-se ao número cada vez maior de canais de media, o que cria mais oportunidades de licenciamento. Só para ter uma noção, a sociedade licenciou mais de 500 novas empresas de media digitais durante este último ano, tendo as receitas com o cabo, rádio por satélite e serviços de vídeo crescido 11 milhões de dólares.
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