Nove anos após a criação do Napster original e cinco anos após a aquisição da empresa por detrás da aplicação pioneira da partilha de músicas à Roxio por 85 milhões de dólares de modo a transformá-lo num serviço comercial legal, a alemã Berteslmann conseguiu finalmente acertar as contas com as outras três majors da indústria discográfica – a Bertelsmann controla metade da BMG, a outra metade é controlada pela Sony; daí a designação Sony/BMG.
Desta vez e de acordo com a Billboard a Bertelsmann pagou 130 milhões de dólares à Associação Nacional de Editores de Música (NMPA), uma sociedade colectiva responsável pela cobrança dos direitos relativos aos autores e compositores. Este acordo segue-se a vários outras negociações extra-judiciais semelhantes.
Em Setembro de 2006 a Universal recebeu 61 milhões de dólares da Bertelsmann, Já este ano, foi a vez da EMI receber em Março um valor estimado entre 50 a 150 milhões de dólares deste ano. Por seu lado, em Abril a Warner também recebeu 110 milhões de dólares. Ou seja, no total a Bertelsmann teve que desembolsar até agora entre 436 e 536 milhões de dólares por um serviço que já perdeu toda a credibilidade que tinha no início, justamente por ter sido transformado num serviço comercial que não consegue nem sequer fazer concorrência ao iTunes da Apple.
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