Wal-Mart vende música sem DRM… mas apenas nos EUA

by Miguel Caetano on 22 de Agosto de 2007

Nova loja de MP3s da Wal-MartA Wal-Mart, a gigante norte-americana dos grandes armazéns comerciais, abriu finalmente ontem uma secção de MP3s sem DRM na sua loja online de música digital que integra alguns dos maiores nomes do catálogo da EMI e da Universal. Com um bitrate de 256 Kbps, as faixas custam 0,94 dólares cada (0,70 euros), seis cêntimos a mais do que os habituais downloads no formato WMA de 128 Kbps da loja online que continuam à mesma a estar disponíveis. Mesmo assim, esta diferença é mínima face aos 30 cêntimos que a iTunes Plus da Apple cobra a mais pelas músicas sem DRM. No caso dos álbuns completos o preço pode subir até aos 9,22 dólares (6.85 euros). No entanto, pode-se encontrar algumas pechinchas no valor de 7,88 dólares, 5,88 dólares ou mesmo 3,88 dólares (na verdade, nesta gama de preços apenas se encontram disponíveis EPs e singles).

Quem não tiver um computador com Windows e Internet Explorer instalados escusa no entanto de visitar a loja. Para além de não ser compatível com Macs e Linux, o site não funciona com o Firefox o que nos dias de hoje é um escândalo. Mas o grande obstáculo que se coloca ao sucesso mundial da iniciativa reside no facto de apenas os residentes nos Estados Unidos poderem adquirir as músicas.

Apesar destes percalços que não auguram nada de bom para o futuro da loja, é preciso notar que a Wal-Mart sabe muito bem o que faz. A aventura da empresa de comércio a retalho na música digital começou em 2003 quando surpreendeu todo o mundo com uma oferta mais aliciante de 88 cêntimos por faixa, mas desde então o mercado tem vindo a ser dominado pelo iTunes, apesar dos preços mais elevados – talvez precisamente pelo facto da Apple ter optado por alargar o serviço a vários mercados regionais.

Por outro lado, a Wal-Mart é um dos maiores comerciantes de CDs e a sua importância no sector tem vindo a aumentar à medida que as cadeias de lojas especializadas na venda de discos tendem a fechar. Daí que haja até mesmo quem preveja que a entrada da Wal-Mart nos downloads pagos possa pressagiar uma descida acentuada do preço dos álbuns e uma consequente diminuição do espaço dedicado aos CDs nas lojas físicas… E aí os efeitos acabarão por fazer-se sentir a uma escala global, quer queiramos, quer não.

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