Descansem os mais paranóicos, pois as músicas sem DRM que a Universal pretende começar a disponibilizar numa versão experimental a partir de 21 de Agosto e até ao final de Janeiro não deverão incluir qualquer informação pessoal que identifique os compradores originais das faixas.
Pouco depois do anúncio pela major da sua intenção de testar a venda de músicas sem DRM, o Listening Post da Wired entrou em contacto com um representante da companhia de forma a averiguar se os ficheiros iriam incluir algum tipo de marca de água digital ou digital watermarking da mesma forma que a sua concorrente EMI optou por inserir nas faixas do seu catálogo sem restrições tecnológicas.
A resposta foi afirmativa: as músicas vão de facto incluir um número que permitirá identificá-las numa rede P2P de partilha de ficheiros sob a forma de um sinal áudio supostamente inaudível ao ouvido humano. Logo de seguida, a blogosfera começou a especular que esta informação poderia comprometer a privacidade dos consumidores e colocar graves problemas a quem quisesse partilhar as músicas com amigos e familiares e estas acabassem por parar inadvertidamente em redes P2P, pois os compradores originais poderiam eventualmente ser acusados de violação dos direitos de autor pelos detentores dos direitos.
Mas segundo o que o Contentinople conseguiu ontem averiguar, a marca de água que a Universal irá inserir nos ficheiros sem DRM deverá apenas permitir a identificação das músicas e não dos ficheiros individuais descarregados, não contendo por isso qualquer tipo de informação pessoal. O mecanismo destina-se apenas a calcular a percentagem de faixas da Universal que acabarão por parar nas redes de partilhas de ficheiros e não quem partilhou o quê.
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