Era para já ter aberto, mas tudo indica que agora a loja da Amazon de downloads de músicas no formato MP3 e sem DRM deverá abrir em meados de Setembro, de acordo com o New York Post. O serviço deverá abrir com um milhão de faixas pertencentes ao catálogo da EMI, Universal Music Group e uma série de discográficas independentes. Quem vai ficar de fora serão as outras duas majors, a Warner Music Group (WMG) e a Sony/BMG.
De modo a concorrer com o iTunes da Apple, a Amazon pretende oferecer preços mais baixos. Assim, deverão existir duas modalidades de preços para as faixas individuais – mas ao contrário da Apple, a maior empresa de comércio electrónico do mundo não deverá obrigar os consumidores a pagar mais 30 cêntimos (1,29 euros) pelos downloads sem DRM face ao preço normal de 99 cêntimos. Os títulos novos e mais populares deverão custar 99 cêntimos, ao passo que as faixas mais antigas e de artistas em início de carreira serão vendidas a 89 cêntimos. Os álbuns também deverão custar entre 7,99 e 9,99 dólares (ou euros).
Também aqui o tarifário da Amazon é mais competitivo do que o da Apple. O problema é que as companhias discográficas querem cobrar preços mais elevados, pelo que a Amazon ainda se encontra a negociar com alguns selos. Daí que a data de lançamento da loja apontada pela fonte do NY Post, 17 de Setembro, possa vir a ser mais uma vez alterada para mais tarde.
Ao lermos a notícia depreendemos também um dado interessante: a própria Amazon impôs como condição da venda de músicas na sua futura loja a ausência de DRMs nas faixas disponibilizadas pelas etiquetas. É por este motivo que, pelo menos inicialmente, a WMG e a Sony/BMG não farão parte do novo serviço, dado que as duas obrigam os retalhistas a venderem os downloads com tecnologias destinadas a impedir a cópia – o que todos sabemos, é simplesmente impossível…
Creio que se a Amazon for capaz de lançar uma plataforma que suporte em simultâneo utilizadores de Windows, Mac e Linux e que aceite transacções a partir de todos os pontos do globo estaremos perante o serviço que irá destronar o iTunes da Apple.
No seu conjunto, o pacote preços baixos + liberdade de utilização + o efeito das economias de escala derivado do poderio da presença online da Amazon – que já é responsável por uma proporção substancial de vendas globais de CDs físicos – representará uma oferta imbatível. Deve-se também acrescentar a esta lista o fabuloso manancial de informações e opiniões já disponíveis nas inúmeras recomendações, listas e críticas de clientes dos sites da Amazon.
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