ISPs franceses oferecem downloads ilimitados e legais de música

by Miguel Caetano on 22 de Agosto de 2007

Embora a licença voluntária global não tenha sido implementada no ano passado em França, os fornecedores de acesso à Internet daquele país parecem apostados em utilizar a “cenoura” dos downloads ilimitados de músicas para fidelizar os clientes. 150 mil músicas e mais de três mil vídeos do catálogo da Universal Music passam esta semana a estar acessíveis de borla aos clientes da Neuf Cegetel, o segundo maior operador francês de banda larga.

A bem da verdade, nem todas as faixas estão disponíveis a todos os utilizadores do Serviço. Numa modalidade básica – Neuf Music Initial – que implica o pagamento de 29,90 euros pela assinatura mensal do serviço triple play Neuf Box Internet + Telefone com oferta de chamadas ilimitadas para números fixos e Televisão HD de alta definição, os subscritores têm direito a todos os títulos de um entre nove géneros musicais à escolha. Quem quiser usufruir de uma maior variedade pode pagar mais 4,99 euros por mês para assinar a opção Neuf Music Optimal que permite descarregar todas as músicas que se quiser de todos os estilos.

Mas há um senão: As músicas – em formato WMA – estão “protegidas” com a tecnologia de DRM da Microsoft que faz com que o utilizador seja obrigado a renovar todos os meses a licença para continuar a ouvi-las. Na prática, isso quer dizer que a empresa obriga a que o consumidor se mantenha cliente do seu serviço.

Quem também se encontra a estudar a hipótese de avançar com uma proposta semelhante é a Orange do grupo da France Telecom: “É uma pista interessante. Estamos a planear lançar uma oferta semelhante no primeiro semestre de 2008″, referiu um representante da operadora à Ratiatum. Neste caso, as faixas deverão se descarregadas pelos subscritores tanto a partir da Internet como do telemóvel.

Seria interessante se a Orange viesse de facto a integrar uma oferta mais alargada do que a da Neuf Cegetel, uma vez que mesmo sendo a Universal a maior companhia discográfica do mundo, ela ainda representa pouco mais do que 25 por cento das vendas de música na Europa, como refere Mark Mulligan, analista da Jupiter. E é claro, um serviço de subscrição de música apenas faz sentido se oferecer o acesso ilimitado a todo o tipo de música. Apesar de Mulligan se queixar da fraca adesão dos europeus a este tipo de serviços, penso que a situação poderá mudar rapidamente se as empresas começarem a oferecer música sem DRM.

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