A experiência da Universal e o fim da DRM

by Miguel Caetano on 10 de Agosto de 2007

Há mais informação sobre o anúncio da nova “experiência” da Universal de venda de música sem DRM: De acordo com a Billboard, o novo serviço também irá abranger a Best Buy, Pure Tracks e Transworld. O preço das faixas sem DRM deverá ser o mesmo que o das músicas protegidas na maior parte das lojas, embora se preveja que cada empresa possa disponibilizar formatos diferentes.

A Billboard esclarece ainda que a Universal irá recorrer ao programa de publicidade Adwords do Google – daí se explica a referência inicial ao Google feita pelo NYTimes. Na prática, a major irá comprar anúncios que acompanham os resultados de pesquisa apresentados pelo motor de busca para impulsionar as vendas de downloads de música através do widget de comércio social gBox – que apenas funciona com Windows e Internet Explorer…

A ausência do iTunes deste teste experimental da Universal explica-se pela vontade da empresa de controlar o domínio que a Apple conseguiu alcançar nos últimos anos no sector da música digital. Aliás, a decisão dos executivos da UMG no sentido de romper com os contratos de longa-duração com a Apple e optarem por acordos de licenciamento com uma base mensal prenunciava já essa intenção de travar o poder excessivo da empresa de Steve Jobs.

Segundo a UMG o teste destina-se a analisar comparativamente as vendas de música “desprotegida” com as de música com DRM, tanto em termos do grau de procura dos consumidores como dos efeitos na pirataria.

Mas será que – e a confirmarem-se os sinais dados até agora pelas quatro grandes gravadoras – o abandono progressivo da DRM pela indústria discográfica irá salvar o sector? Segundo Bob Lefsetz, é preciso que elas façam muito mais do que isso, é preciso que reduzam substancialmente o preço das músicas “de modo a que seja mais fácil comprar do que roubar”. Contudo, como o Hypebot refere, este é um pequeno passo para restaurar a confiança do consumidor e para assegurar o surgimentos de novos serviços e produtos que afastem o consumidor da dependência do sistema fechado iTunes+iPod da Apple.

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