A Universal Music decidiu não renovar o seu contrato de dois anos com a loja online do iTunes. A notícia foi primeiro avançada pelo New York Times mas a Reuters adianta mais pormenores: a major francesa deverá passar a partir de agora a rever mensalmente os termos do acordo estabelecido com a Apple, deixando a hipótese de poder remover a qualquer momento a totalidade do seu catálogo composto por artistas como U2, 50 Cent, Eminem e Sting.
O impacto desta decisão poderá alterar significamente o mercado da música digital. De um lado está a maior companhia discográfica do mundo, filial do grupo multimédia francês Vivendi e responsável por quase um terço dos álbuns comercializados nos Estados Unidos; do outro está o líder dos serviços comerciais de música online. Para além de controlar actualmente por 76 por cento desse mercado, a loja da Apple já é o terceiro maior retalhista de música nos EUA, representanto cerca de 15 por cento das vendas da Universal.
A razão por detrás desta alteração nas relações entre os dois gigantes poderá residir na pretensão da Universal de aplicar uma política de preços mais flexível de modo a cobrar mais pelas faixas mais populares e menos por promoções especiais e fundos de catálogo. Com a decisão da EMI de passar a disponibilizar músicas sem DRM e aproveitar para impor à Apple um aumento de 30 por cento no preço desses ficheiros, a Universal optou por mostrar à empresa de Steve Jobs que não vai em chantagens.
Outra hipótese que se pode colocar é que a Universal está já a pensar em vender música sem DRM através de outros comerciantes – com (quem sabe?) a futura loja de downloads de MP3s da Amazon – estabelecendo acordo de exclusivade com eles. Se assim fosse, o efeito de dependência que assegurou até agora o grande avanço da Apple no sector da música digital seria em grande parte quebrado.
Por fim, é também possível que a major tencione obter da Apple uma percentagem sobre as vendas do iPod, tal e qual como obteve da Microsoft em relação às vendas do Zune: uma taxa privada sobre a cópia privada…
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…. a Universal é francesa? TInha de ser, para serem tão arrogantes…