Um dos hipotéticos cenários para a sobrevivência da indústria discográfica passa pela conversão das redes sociais, blogs e sites de fãs em postos de venda de música online. A proposta não deixa de ser aliciante para os executivos das companhias discográficas. Basta imaginar o que seria se os fãs de música pudessem fazer o streaming das suas músicas favoritas a partir de um widget embebido no seu site e se os visitantes pudessem, com um simples clique, comprar o download da música e até incluir um widget semelhante nos seus próprios sites.

Deste modo, cada fã passaria a desempenhar a função de agente de vendas e veículo de promoção. Segundo Antony Bruno da Billboard, essa forma de marketing viral ao expoente é actualmente uma das maiores apostas no sentido da monetização total da Web 2.0. das maiores labels, tendo em conta o crescimento pouco sustentado das vendas de downloads digitais e que muito dificilmente poderá vir a compensar a diminuição das vendas de CDs físicos. Para as majors já não basta que o visitante ouça a música mas sim que a compre.
A pioneira desse modelo foi a SnoCap que em Dezembro do ano passado lançou o seu serviço MyStore através do MySpace. Através da sua página na rede social os artistas podem comercializar as suas faixas e os fãs, por seu lado, têm a possibilidade de copiar o código da “loja” para os seus próprios perfis e blogs. As vendas realizadas através desta plataforma têm assinalado um crescimento notável de cerca de 50 por cento ao mês.
Mas para além da dificuldade que consiste em saber se esta tendência se poderá manter a médio/longo prazo, coisa de que mesmo Tom Anderson, o presidente do MySpace, duvida – sendo que é difícil que o tipo de compra por impulso que orienta os visitantes de redes sociais e blogs venha tão cedo a fazer concorrência directa com o iTunes – o maior obstáculo identificado por Bruno à expansão desse modelo de comércio electrónico descentralizado e viral consiste nos problemas de acesso colocados pela DRM ou Gestão de Direitos Digitais em português.
Isto porque a EMI continua a ser até agora a única major que adoptou a venda de músicas sem DRM. Por outro lado, a outra major que aceitou participar até agora no serviço da SnoCap no MySpace é a Warner Music, que insistiu em usar a tecnologia Windows Media Audio da Microsoft. Como refere a Ratiatum, falta ainda um longo caminho a percorrer até que a indústria musical se aperceba do potencial das comunidades online na venda de música digital.
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This is really cool… I can be secretive about my thorough address A joke for you peoples! If a pencil and a piece of paper had a race, which would win? The pencil. (The paper would remain stationary)
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