O serviço online de música da Lala.com era bom demais para durar. A empresa prometia o streaming ilimitado, gratuito e sem qualquer tipo de publicidade de faixas completas, entre as quais 200 mil do catálogo da Warner Music. Podia-se ouvir os novos discos de Wilco, Björk e The Arctic Monkeys com uma qualidade bastante razoável. Para pagar as licenças de tanta música tinha assegurado um financiamento de 140 milhões de dólares.
Mas já na altura do lançamento no início de Junho me pareceu que o serviço não tinha recursos suficientes para aguentar a enchente de utilizadores atraídos pela oferta. “Resta saber quanto dinheiro será necessário para dar resposta às exigências faraónicas em termos de espaço em servidores e largura de banda que o streaming completo de centenas de milhares de músicas requer”.
Agora, o streaming de canções completas deixou de estar disponível e mesmo quem tentar ouvir os excertos de 30 segundos sente dificuldades na transmissão. Segundo o que um responsável da empresa afirmou, o serviço foi vítima do seu próprio sucesso. Utilizadores de todo o mundo aderiram em massa, o que gerou um consequente congestionamento nos servidores. Daí que a companhia tenha optado por suspender temporariamente a oferta até que consiga “disponibilizar um catálogo mais completo que vá de encontro à procura dos consumidores e inclua música de um campo mais vasto da indústria”.
O que trocado por miúdos quer dizer até que a Lala.com seja capaz de convencer as outras três majors a aderirem ao serviço… Na verdade, não é de admirar que o facto de algumas faixas poderem ser ouvidas integralmente e outras apenas durante 30 segundos e com uma qualidade inferior fizesse confusão na cabeça de muitos utilizadores. Mas creio que essa confusão também derivava de problemas de usabilidade do site – o único elemento gráfico que diferenciava os dois tipos de streaming era a cor das setas ao lado do nome das músicas: vermelho para indicar que o tema se podia ouvir até ao fim e cinzento em caso contrário.
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