Enquanto se espera que a Apple cumpra com a palavra dada de começar a vender faixas sem DRM da EMI até ao final de Maio, o site de música independente PayPlay.fm anuncia agora que tenciona também disponibilizar até ao fim do mês os mais de 1,3 milhões de temas que compõem a totalidade do seu catálogo – actualmente fornecidos apenas em Windows Media Audio (WMA) – no formato MP3 com um bit rate de 192 Kbps VBR e sem incluir qualquer tipo de protecção tecnológica, vulgo DRM.

Aliás, ao visitar agora mesmo o site pude verificar que esta nova oferta comercial já se encontra disponível. O preço por álbum completo custa 8,88 dólares. Quem quiser, pode continuar a optar pela versão protegida em WMA com um custo de 77 cêntimos. Antes de efectuar a aquisição, o utilizador pode escutar um excerto de 30 segundos.
O interface e a navegação são bastante atraentes, existindo ainda um feed de RSS, funcionalidade de pesquisa, divisão por géneros e subgéneros musicais, lista de novidades, críticas e favoritos dos clientes. As companhias discográficas independentes podem também vender a sua música a partir do site. Contudo, de momento o PayPlay.fm não trabalha directamente com artistas sem contrato.
É claro que o grande inconveniente é que quase todas as bandas se inserem em nichos musicais bastante específicos, sendo praticamente desconhecidas do utilizador comum. Para contornar este obstáculo, oferece um motor de recomendação musical que ajuda a descobrir bandas que apresentam uma sonoridade semelhante às que já conhecemos. Por exemplo, no caso de grupos similares aos escoceses Beta Band:

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Falta mesmo é um codec sem perdas como o FLAC.
“É claro que o grande inconveniente é que quase todas as bandas se inserem em nichos musicais bastante específicos, sendo praticamente desconhecidas do utilizador comum. Para contornar este obstáculo, oferece um motor de recomendação musical que ajuda a descobrir bandas que apresentam uma sonoridade semelhante às que já conhecemos.”
Mas não acho que isso um inconveniente ou obstáculo. Bem pelo contrário, é a mais valia da música na net.
Interessa mesmo é diversificar o máximo possível o catálogo disponível (veja-se a teoria do long tail e o poder dos nichos globais). E promover a descoberta de novas propostas musicais através da recomendação e associação a estilos similares aos consumidores (estratégia que irá promover também o negócio, é claro!).
Abraço e continuação de um excelente blog!
Sim, isso é realmente uma ferramenta fantástica a da descoberta de novos sons por associação.
Obrigado