É a lógica da concentração económica dos conglomerados multimédia a actuar mais uma vez, agora no sector da “Música 2.0″: acaba de ser anunciada a aquisição do site de recomendação social de música Last.fm pela CBS, numa transacção que envolve 280 milhões de dólares (cerca de 210 milhões de euros). O serviço de descoberta de música nova foi criado na Grã-Bretanha há cinco anos, inicialmente com o nome de Audioscrobbler, e conta actualmente com mais de 15 milhões de utilizadores activos.
Para o gigante norte-americano de rádio e televisão, esta compra é bastante útil porque permite agarrar uma boa fatia de uma faixa demográfica que se está cada vez mais a afastar dos media tradicionais. Para além do mais, porque o Last.fm representa uma importante comunidade onde existe um vínculo social bastante forte entre os utilizadores.
Richard Jones, um dos três co-fundadores da empresa britânica, explica no blog da Last.fm que a equipa inicial se irá manter à frente do serviço a partir de Londres e garante que a plataforma continuará a ser tão aberta e zelosa da privacidade dos utilizadores como até aqui. Descansem, portanto, os mais ansiosos. Mais ainda, uma vez que o negócio não implica a deslocação da Last.fm para os Estados Unidos, é pouco provável que esta venha a bloquear o acesso de utilizadores do resto do mundo, como a sua concorrente norte-americana Pandora recentemente impôs.
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“É preciso estar atento e forte”, meu caro Miguel. Tomara que o Last.fm não sucumba aos imperativos do velho mercado e continue sua saga de inovação.
Esperemos. Mas entretanto alguns utilizadores já começaram a apagar as suas contas para impedir que os seus dados pessoas e hábitos musicais passem para as mãos da Viacom e outras empresas…
Vamos esperar por mais desenvolvimentos. Mas estas aglomerações deixam-me sempre de pé atrás!
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