
E aí está: quase no limite do prazo prometido por ocasião do anúncio oficial, a Apple aproveita o lançamento da versão 7.2 do iTunes para introduzir a Itunes Plus, uma nova secção da sua loja online de música que disponibiliza todo o catálogo da EMI, uma das quatro grandes companhias discográficas do mundo, no formato AAC de 256 Kbps sem DRM a um preço de 1,29 euros por cada faixa e 9,99 euros por um álbum completo.
Como Steve Jobs anunciou em Abril, o cliente do serviço da empresa pode converter facilmente a sua discoteca digital para a nova versão mediante o pagamento adicional da diferença, 30 cêntimos por tema. No que diz respeito aos álbuns, é necessário pagar três euros para passar para o formato livre de DRM e de melhor qualidade.
Da lista de nomes com músicas disponíveis constam Rolling Stones, Beach Boys, Pink Floyd, Beastie Boys, Gorillaz, ColdPlay, Smashing Pumpkins e Norah Jones, Frank Sinatra. Também se podem adquirir alguns dos álbuns iniciais de Paul McCartney na sua carreira a solo. Dos Beatles é que continua a não haver sinal, por enquanto, apesar de muito se ter falado a esse respeito. Outro ponto fraco é que a Apple continua a não incluir os álbuns de selos independentes, pese embora a vontade destas de disponibilizarem a sua música sem qualquer tipo de medidas de protecção tecnológica, o que não deixa de ser uma desilusão…
Actualização (31 de Maio): afinal o “presente” da Apple e da EMI parece ser na verdade um “cavalo de Tróia”. De acordo com a Ars Technica e o TUAW as músicas comercializadas sem DRM continuam a vir com os dados pessoais do utilizador inseridos, isto é, o nome e o endereço de correio electrónico associado à sua conta. No seu vernáculo habitual, Bob Lefsetz resume bem a situação:
EMI hasn’t given up on copy protection, they’ve just instituted a NEW ONE! Wherein they can trace your track if you choose to do anything untoward with it. Yup, if it’s your track that’s being traded P2P, you’re FUCKED! You’d better not open your music folder to P2P trading, your NAME might get out!
(…)
In other words, EMI just wanted to find a way to charge thirty cents more while RETAINING the copy protection.
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Adorei o tom coloquial do comentário do Bob Lefsetz! Resumiu bem o que ainda há por detrás dessa estratégia da Apple/EMI!
Mas também não deve demorar muito até alguém conseguir limpar os ficheiros dessa marca de água digital e disponibilizar na net!
O problema é que o consumidor não é informado de nada antes de efectuar a compra, pelo menos pelo que li das condições de serviço e da política de privacidade do iTunes.
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