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	<title>Comentários em: O que acontece quando o conteúdo sai da &#8220;garrafa&#8221;</title>
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	<description>A cultura da remistura, P2P, cultura livre e novos modelos de negócio para a música digital</description>
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		<title>Por: Cada adolescente britânico tem uma média de 842 músicas ilegais no seu iPod &#124; Remixtures</title>
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		<dc:creator>Cada adolescente britânico tem uma média de 842 músicas ilegais no seu iPod &#124; Remixtures</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 13:08:47 +0000</pubDate>
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		<description>[...] introduzir um serviço legal de subscrição mensal de música. Por vezes, parece-me que o &#8220;ethos da partilha&#8221; se tornou demasiado forte para que seja possível controlá-lo. A cada mês que passa há um novo [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] introduzir um serviço legal de subscrição mensal de música. Por vezes, parece-me que o &#8220;ethos da partilha&#8221; se tornou demasiado forte para que seja possível controlá-lo. A cada mês que passa há um novo [...]</p>
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		<title>Por: Miguel Caetano</title>
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		<dc:creator>Miguel Caetano</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 15:52:26 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;Do Punk hoje o que resta ? O 1º disco dos Sex Pistols, e algumas coisas dos Clash (os Ramones não eram punk mas fizeram um disco fabuloso de Rock snd Roll sintético), é pouco, mas o punk sempre foi mais uma coisa política que musical. Qeum quis singrar no sistema rápidamente adoptou outra atitude mais comercial, mas restou muito pouco mesmo. Mas pelo menos para quem esteve envolvido foi divertido, pelo que valeu a pena.&lt;/i&gt;

Sim, &quot;just for the fun of it&quot;. E essa atitude deixou marcas na indústria da música. Por isso é que, mais do que um movimento político, o Punk foi uma corrente cultural que estendeu as suas raízes a todo o mundo. E o que é certo é que mesmo que não representem todos o ideal de pureza do Punk, bandas como Ramones, Pere Ubu, Dead Kennedys ou até mesmo os Green Day e os Offspring continuam a fascinar milhares de pessoas em todo o mundo que não têm medo de serem apelidadas de rídiculas por usarem cristas de galo coloridas, blusões de picos e botas de tropa. Tanto na &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=g1yIa6Sk--I&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Indonédia&lt;/a&gt;, como no &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=qEGGoFn7Tbw&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Brasil&lt;/a&gt; , o espírito e a ânsia pela livre expressão de alguns punks persiste ainda hoje em dia, mesmo contra os discursos dominantes relativos ao gosto e ao virtuosismo técnico.

&lt;i&gt;É o mesmo com esta coisa das partilhas e tal, o pessoal anda divertido, depois desistem ou passam a outra coisa “cool</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>Do Punk hoje o que resta ? O 1º disco dos Sex Pistols, e algumas coisas dos Clash (os Ramones não eram punk mas fizeram um disco fabuloso de Rock snd Roll sintético), é pouco, mas o punk sempre foi mais uma coisa política que musical. Qeum quis singrar no sistema rápidamente adoptou outra atitude mais comercial, mas restou muito pouco mesmo. Mas pelo menos para quem esteve envolvido foi divertido, pelo que valeu a pena.</i></p>
<p>Sim, &#8220;just for the fun of it&#8221;. E essa atitude deixou marcas na indústria da música. Por isso é que, mais do que um movimento político, o Punk foi uma corrente cultural que estendeu as suas raízes a todo o mundo. E o que é certo é que mesmo que não representem todos o ideal de pureza do Punk, bandas como Ramones, Pere Ubu, Dead Kennedys ou até mesmo os Green Day e os Offspring continuam a fascinar milhares de pessoas em todo o mundo que não têm medo de serem apelidadas de rídiculas por usarem cristas de galo coloridas, blusões de picos e botas de tropa. Tanto na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=g1yIa6Sk--I" rel="nofollow">Indonédia</a>, como no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qEGGoFn7Tbw" rel="nofollow">Brasil</a> , o espírito e a ânsia pela livre expressão de alguns punks persiste ainda hoje em dia, mesmo contra os discursos dominantes relativos ao gosto e ao virtuosismo técnico.</p>
<p><i>É o mesmo com esta coisa das partilhas e tal, o pessoal anda divertido, depois desistem ou passam a outra coisa “cool</i></p>
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		<title>Por: Mário</title>
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		<dc:creator>Mário</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 09:37:55 +0000</pubDate>
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		<description>O melhor critério para saber o que prevalece é o tempo, já ouço música há trinta e tal anos e já testemunhei muitos movimentos musicais a nascer, morrer e voltar como revivalismo. A maioria da música que ouço agora foi composta há vários séculos (embora também ouça coisas produzidas agora) e se elas continuam a deliciar as pessoas é porque resistem ao tempo e demonstram uma qualidade que muitas outras não têm.
Por acaso fui um progressista escandalizado pelo Punk, o que até é normal, já que a consistência musical e a capacidade de explorar musicalmente os temas é uma das coisas que sempre achei importante. Do Punk hoje o que resta ? O 1º disco dos Sex Pistols, e algumas coisas dos Clash (os Ramones não eram punk mas fizeram um disco fabuloso de Rock snd Roll sintético), é pouco, mas o punk sempre foi mais uma coisa política que musical. Qeum quis singrar no sistema rápidamente adoptou outra atitude mais comercial, mas restou muito pouco mesmo. Mas pelo menos para quem esteve envolvido foi divertido, pelo que valeu a pena. É o mesmo com esta coisa das partilhas e tal, o pessoal anda divertido, depois desistem ou passam a outra coisa &quot;cool&quot; que dê pouco trabalho (porque raros são os que estão preparados para se comprometerem com algo que exija muito esforço e pouca recompensa imediata).
De qualquer forma a Pattty Smith sempre foi muito mais  punk que os SP.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O melhor critério para saber o que prevalece é o tempo, já ouço música há trinta e tal anos e já testemunhei muitos movimentos musicais a nascer, morrer e voltar como revivalismo. A maioria da música que ouço agora foi composta há vários séculos (embora também ouça coisas produzidas agora) e se elas continuam a deliciar as pessoas é porque resistem ao tempo e demonstram uma qualidade que muitas outras não têm.<br />
Por acaso fui um progressista escandalizado pelo Punk, o que até é normal, já que a consistência musical e a capacidade de explorar musicalmente os temas é uma das coisas que sempre achei importante. Do Punk hoje o que resta ? O 1º disco dos Sex Pistols, e algumas coisas dos Clash (os Ramones não eram punk mas fizeram um disco fabuloso de Rock snd Roll sintético), é pouco, mas o punk sempre foi mais uma coisa política que musical. Qeum quis singrar no sistema rápidamente adoptou outra atitude mais comercial, mas restou muito pouco mesmo. Mas pelo menos para quem esteve envolvido foi divertido, pelo que valeu a pena. É o mesmo com esta coisa das partilhas e tal, o pessoal anda divertido, depois desistem ou passam a outra coisa &#8220;cool&#8221; que dê pouco trabalho (porque raros são os que estão preparados para se comprometerem com algo que exija muito esforço e pouca recompensa imediata).<br />
De qualquer forma a Pattty Smith sempre foi muito mais  punk que os SP.</p>
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		<title>Por: Miguel Caetano</title>
		<link>http://www.remixtures.com/2007/01/o-que-acontece-quando-o-conteudo-sai-da-garrafa/comment-page-1/#comment-170</link>
		<dc:creator>Miguel Caetano</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jan 2007 21:23:23 +0000</pubDate>
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		<description>Mário,

Concordo parcialmente contigo. O acesso aos recursos não basta para se fazer arte e para isso ajuda ter alguém que nos ensine os rudimentos técnicos mínimos através de cursos de formação presenciais. Depois, convém também praticar muito.

Quanto ao resto, a arte é, por essência, subjectiva pelo que não existirá nunca uma noção de talento que seja universal ou, pelo menos, consensual. Isso fica mais claro ainda se pensarmos em movimentos estéticos influentes como o Punk, que foram negativamente avaliados pelo gosto dominante na época do seu surgimento. As vozes eram horríveis, estrilhaçavam os ouvidos mais sensíveis, mas montes de gente gostava. As músicas tinham apenas três acordes e demonstravam em geral uma falta de virtuosismo técnico que escandalizava os progressistas. Contudo, o que é certo é que trinta anos passados, o Punk é um dos legados mais importantes da música popular do pós-guerra.

Poderia referir aqui vários outros exemplos de que o juízo estético prevalecente é sempre mau conselheiro. A minha opinião é que todo o esforço criativo que não se limite a imitar vale a pena, porque haverá sempre potenciais apreciadores espalhados pelo mundo, mesmo de vozes esganiçadas como as de Diamanda Galas ou Lydia Lunch :-).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mário,</p>
<p>Concordo parcialmente contigo. O acesso aos recursos não basta para se fazer arte e para isso ajuda ter alguém que nos ensine os rudimentos técnicos mínimos através de cursos de formação presenciais. Depois, convém também praticar muito.</p>
<p>Quanto ao resto, a arte é, por essência, subjectiva pelo que não existirá nunca uma noção de talento que seja universal ou, pelo menos, consensual. Isso fica mais claro ainda se pensarmos em movimentos estéticos influentes como o Punk, que foram negativamente avaliados pelo gosto dominante na época do seu surgimento. As vozes eram horríveis, estrilhaçavam os ouvidos mais sensíveis, mas montes de gente gostava. As músicas tinham apenas três acordes e demonstravam em geral uma falta de virtuosismo técnico que escandalizava os progressistas. Contudo, o que é certo é que trinta anos passados, o Punk é um dos legados mais importantes da música popular do pós-guerra.</p>
<p>Poderia referir aqui vários outros exemplos de que o juízo estético prevalecente é sempre mau conselheiro. A minha opinião é que todo o esforço criativo que não se limite a imitar vale a pena, porque haverá sempre potenciais apreciadores espalhados pelo mundo, mesmo de vozes esganiçadas como as de Diamanda Galas ou Lydia Lunch <img src='http://www.remixtures.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> .</p>
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		<title>Por: Mário</title>
		<link>http://www.remixtures.com/2007/01/o-que-acontece-quando-o-conteudo-sai-da-garrafa/comment-page-1/#comment-169</link>
		<dc:creator>Mário</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jan 2007 18:45:53 +0000</pubDate>
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		<description>Só um comentário, ter as ferramentas à disposição não quer dizer que se produza algo de interessante com elas. As pessoas podem divertir-se na mesma, mas se há coisa que o talento não é é democrático, só alguns o têm.
Isso não há net nenhuma que o mude, faz parte da natureza humana.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só um comentário, ter as ferramentas à disposição não quer dizer que se produza algo de interessante com elas. As pessoas podem divertir-se na mesma, mas se há coisa que o talento não é é democrático, só alguns o têm.<br />
Isso não há net nenhuma que o mude, faz parte da natureza humana.</p>
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