No warsystems de Bodó Balázs, aquilo que podia ser o manifesto da minha geração (original em baixo), desencantado, sem ilusões, mas com uma leve réstia de esperança. Tudo o que temos é a rede,”here and now”:
“O mapa fechou-se, já não há mais para onde ir.
Já não existe utopia, nem uma radical, nem sequer uma que seja moderada. Não há mais drogas para experimentar, nem mais ideias de igualitarismo da Nova Esquerda; não há mais teorias marxistas para pôr à prova, nem religiões orientais por descobrir.
Os nossos pais tentaram tudo isso e falharam redondamente. Todas as utopias, todas as ideas, todas as vozes dissonantes, toda a diferença radical, todos os seus melhores esforços levaram-nos até aqui.
Onde o nosso ideal de liberdade extrema manifesta-se a si próprio no direito irrestrito a partilhar os últimos filmes de hollywood. Onde os mais corajosos de nós remisturam secretamente duas músicas entre si.”
On utopias
The map has closed, there is nowhere left to go.
There is no utopia, not a radical, not even a moderate one. There are no more drugs left to experiment with, no more New Left ideas of egalitarianism, there are no more untested marxist theories, no undiscovered Eastern religions.Our parents have tried it all and they have failed miserably. All utopias, all ideas, all dissenting voices, all the radical otherness, all their best efforts have led us here.
Where our ideal of uttermost freedom manifests itself in the unrestricted right to share the latest hollywood movies. Where our most courageous secretly mix two songs together.
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